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New Arguments for God Tier List w/ Joe Schmid

a tese

Joe Schmid, agora católico, ranqueia num "tier list" os argumentos para a existência de Deus com Cameron Bertuzzi; o eixo real é que argumentos filosóficos o levaram ao teísmo, mas foram os milagres católicos que o levaram a Roma, e é a categoria de milagres que ele põe no topo absoluto.

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Vale ao Bruno como mapa atualizado da apologética analítica anglófona (harmonia psicofísica, novo kalam, secret sauce do fine-tuning) e como amostra da lógica "milagre logo Roma" que sustenta a conversão de Schmid, mas são duas horas de conversa informal; o núcleo cabe neste resumo e a crítica séria a esse salto está no vídeo do Randal Rauser abaixo.

O que foi dito

  • O critério de Schmid não é só “o argumento é válido”, mas força dialética (persuade um não teísta) e rigor formal; por isso rebaixa argumentos que ele mesmo aceita, como o da beleza objetiva, por serem difíceis de estabelecer contra um cético.
  • Rebaixa ao fundo os argumentos populares fracos: o “argumento da banana” de Ray Comfort e o “olhe para as árvores” (F e C), porque a banana foi criada por seleção artificial e a intuição diante da natureza não convence quem tem experiências contrárias diante do sofrimento.
  • Trata o kalam clássico de William Lane Craig como superado (E/D) e prefere o “novo kalam” via finitismo causal (paradoxos do ceifador, dominós infinitos que geram circularidade explicativa), mas só o põe em C por favorecer outras soluções aos paradoxos.
  • Desmonta o argumento moral padrão de Craig (E), porque a premissa “sem Deus não há valores morais objetivos” é implausível diante de realistas morais ateus (Shafer-Landau, Wielenberg); em contraste, exalta o argumento do conhecimento moral (A), pela dificuldade de o naturalismo evolutivo explicar por que teríamos faculdades morais confiáveis.
  • Coloca em S o fine-tuning (constantes físicas mais uma versão “a priori” que ele chama de secret sauce: por que a realidade saltou a horda infinita de leis simples e estéreis) e responde ao multiverso com o problema dos cérebros de Boltzmann.
  • Coloca também em S os argumentos de harmonia, tema da tese de doutorado dele: harmonia psicofísica (zumbis filosóficos e inversão hedônica), harmonia nomológica (por que as leis “falam” das propriedades que existem) e harmonia psiconômica; a versão da inversão do prazer e da dor ele chama de QED.
  • Rebaixa a contingência para A (embora seja o argumento que o comoveu, via Josh Rasmussen), os argumentos tomistas das cinco vias para D (excesso de pressupostos metafísicos a resolver antes), o design inteligente para E (minoria entre especialistas) e o argumento ontológico modal para F, por causa do problema da simetria.
  • No topo do topo põe os milagres: Padre Pio (estigmas palpados por médicos, febre que estoura o termômetro, odor de santidade), a cura instantânea de pé torto congênito atribuída à intercessão de Mariam Thresia em Kerala (com raios-X e fotos antes e depois) e as aparições marianas (Zeitoun, Fátima, Lourdes, Guadalupe) com documentação médica; ele desafia o cético a “conformar o intelecto aos fatos”.
  • Descarta a hipótese demoníaca para explicar os milagres católicos alegando que o padrão global (santidade, humildade, frutos) passaria no teste de Deuteronômio 13, ao contrário de José Smith e o mormonismo, que ele trata como caso claro de fraude.

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