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Dino e Mendonça disputam inquérito de Bolsonaro | Central Meio

a tese

A existência de dois inquéritos paralelos sobre o filme Dark Horse, um com Flávio Dino e outro com André Mendonça, expõe uma disputa de alas dentro do STF que pauta a eleição presidencial sem, contudo, mover o eleitorado, já dessensibilizado e majoritariamente decidido. O programa argumenta que a corte virou personagem central da campanha por articulação política, não por decisão judicial, e que isso contamina tanto as investigações quanto o debate público.

aprofundar

talvez

porque o valor está no diagnóstico institucional (judicialização da política, vazamento seletivo, eleitor imune a escândalo) e não em qualquer conteúdo teológico, servindo ao Bruno como leitura de conjuntura eleitoral e não como material de estudo.

O que foi dito

  • Flávia Tavares reconstrói a cronologia: o caso Banco Master começa em novembro de 2025, em maio de 2026 vazam as gravações de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro sobre o filme, o deputado Lindbergh Farias apresenta notícia-crime, e André Mendonça, relator do caso Master, consulta o procurador-geral Paulo Gonet e abre inquérito específico sobre o dinheiro aportado no Dark Horse, hoje sob sigilo e sem vazamentos.
  • Em paralelo, Flávio Dino relata a investigação de desvio de emendas parlamentares e, como a produtora ligada a Karina Gama (GoP Entertainment) aparece nos dois casos, determinou no dia 21 que a Polícia Federal acesse, dentro do inquérito de Mendonça, o que a Polícia Civil de São Paulo apurou sobre a produtora.
  • O analista Magno Karl (grafia incerta) sustenta que o efeito eleitoral dos escândalos é quase nulo: a pesquisa BTG/Nexus divulgada na véspera aponta 80% dos eleitores já decididos e sem intenção de mudar, com Lula subindo um ponto e Flávio Bolsonaro três, tudo dentro da margem, a 38 dias do pleito.
  • Os dois atribuem essa dessensibilização a um refluxo da hipersensibilização da Lava Jato em 2018 e a uma hiperidentificação partidária que reduz o período eleitoral a quase nada, com eventos políticos que já não mobilizam nem no campo lulista nem no bolsonarista.
  • A disputa interna no STF é descrita como mais intensa que a de 2022: Mendonça lidera uma ala, e na outra Gilmar Mendes aparece como decano soberano, com Alexandre de Moraes e Flávio Dino revezando protagonismo, enquanto a Polícia Federal de Andrei Rodrigues e Mendonça trocam acusações de interferência e de demora, ciclo que alimenta os vazamentos seletivos.
  • Com a rejeição de Jorge Messias pelo Senado, o STF opera com dez ministros, e o próximo presidente deve indicar três nomes pelas aposentadorias compulsórias de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, que completam 75 anos entre 2028 e 2030, cálculo que o programa vê por trás da negociação de Moraes com Davi Alcolumbre e Lula.
  • Flávia Tavares apresenta a regra informal dos 60 dias do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que suspende medidas ostensivas (busca e apreensão, denúncia, prisão) contra candidatos em período eleitoral sem parar a investigação, e Magno Karl responde que a ideia é atraente mas quase impossível de legislar, porque criaria uma espécie de indulto prévio ao eleito.
  • A conversa registra que Lula destravou a pauta do fim da escala 6x1 com Alcolumbre, em troca de apoio à recondução dele à presidência do Senado, e trata isso como o principal trunfo simbólico do presidente diante do desgaste com o preço dos alimentos, ao lado da PEC da segurança pública.
  • Sobre a sabatina de Romeu Zema no Jornal Nacional, os dois avaliam que ele foi razoavelmente seguro, explicou o aumento salarial de secretários, mas não respondeu ao endividamento de Minas e recorreu à postura moral, com apenas 2% nas pesquisas e menos de 20 pontos no próprio estado, num Partido Novo cujos candidatos já aderem a Flávio Bolsonaro.
  • O bloco final contrasta Zema, que ensaiou romper após o áudio do Banco Master e foi enquadrado pelo partido, com Tarcísio de Freitas, que apoia Flávio publicamente mas constrói distância calculada, cobrando a promessa de fim da reeleição e apostando em quatro anos de governo em São Paulo como caminho para o pós-bolsonarismo familiar.

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