a tese
A propósito da avalanche no Nepal e Tibete, Rodrigo Bibo critica duas reações cristãs típicas a tragédias (o juízo cruel contra "idólatras" e a leitura de que catástrofes são sinais do fim) e defende que a marca do fim é a ressurreição de Cristo, não a próxima manchete.
aprofundar
sim
tratamento escatológico sóbrio e bíblico (início das dores contra marca do fim, ressurreição como relógio) que dialoga bem com os interesses do Bruno e rende conversa.
O que foi dito
- Repudia comentários de cristãos (“Buda não salvou”, “Deus punindo a idolatria”) como bílis teológica que envergonha o evangelho e nada evangeliza; lembra que, aplicada a régua, ninguém fica de pé.
- Modelo bíblico diante da tragédia é Atos 11 (profecia de Ágabo sobre a fome, a que a igreja responde levantando recursos) e Atos 17 (Paulo em Atenas anuncia juízo sem xingar).
- Contra a escatologia do medo (que ele apelida “escatologia do cagaço”), argumenta que guerras e catástrofes são “início das dores” (Marcos 13, Mateus 24), não a marca do fim; o tempo do fim começou na ressurreição e no derramamento do Espírito (Atos 2).
- Admite usar o juízo vindouro como apelo evangelístico (2Pedro 3, discurso no Areópago), mas não em cima de postagens de tragédia, sob pena de pintar um Deus vingativo.
- Cita Lucas 13 (torre de Siloé) para mostrar que Jesus vira o dedo apontado de volta (“vocês não são melhores”); menciona o próprio livro “Que roupa usar para o fim do mundo”.