a tese
Entrevista longa de Pedro Doria com Diego, estudante de história da UFRJ espancado por colegas sob acusação de nazismo, que se diz de esquerda marxista e estudioso acadêmico do fascismo, vítima de emboscada e de linchamento reputacional.
aprofundar
talvez
caso emblemático de linchamento digital e liberdade acadêmica, mas é a versão do agredido sem o contraditório da outra parte; interessa se o Bruno quiser acompanhar o episódio.
O que foi dito
- Descreve as agressões (retirado à força da sala, jogado da escada, espancado dentro e fora do prédio, com laudo do IML), afirmando nunca ter reagido, apenas se protegido.
- Explica a camiseta da banda Death in June e o broche com suástica barrada como antinazistas, e nega tanto a injúria racial quanto a lesão corporal que lhe imputam.
- Doria lê prints do grupo do Centro Acadêmico (“precisamos controlar a narrativa”, citações do filme A Outra História Americana, incitação a “quebrar todos os dentes”), sugerindo assassinato reputacional coordenado.
- Ponto jurídico: dentro do prédio da federal só a Polícia Federal atua (crime federal), fora vira jurisdição estadual, e um agressor teria dito no ouvido dele “quando sair do prédio você está ferrado”.
- Diego teme pela integridade física própria e de familiares e pelo futuro (rosto estampado como “nazista” na imprensa nacional e internacional sem ser ouvido), e credita a hostilidade a um “pensamento hegemônico de esquerda” que moraliza a divergência.