a tese
Em quase duas horas com Cameron Bertuzzi, Joe Schmid narra como derrubou, uma a uma, as objecoes que o mantinham fora do catolicismo, sustentando que a evidencia dos milagres tem peso "categorialmente" superior as intuicoes morais e aos problemas biblicos.
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e a peca central do caso Schmid e o argumento que mais desafia o Bruno (epistemologia da conversao, peso de milagre contra Escritura, "inerrancia catolica" contra a critica biblica); rende analise avulsa.
O que foi dito
- As objecoes morais eram a maior barreira (homossexualidade, suicidio, mentira, transgenero); resolve tratando intuicoes como “cognitivamente penetradas”, maleaveis e treinaveis (exemplo de baixar livros piratas ate perder a culpa), logo de baixo peso evidencial diante de raio-X de antes e depois de curas.
- Recurso do “debunking” catolico: a doutrina do pecado (intelecto obscurecido, efeitos noeticos) preve que erremos justamente nessas intuicoes; entra a humildade de admitir que nao ganhou “a loteria epistemica” contra Agostinho, Aquino, Afonso de Ligorio e Padre Pio.
- Meta-movimento decisivo: as objecoes nao seriam independentes; intuicoes morais, inferno e problemas biblicos colapsam num “problema unificado”, o que corta o peso somado, enquanto os argumentos a favor (fine-tuning, harmonia psicofisica, conhecimento moral, Padre Pio) seriam independentes e convergentes.
- Inferno: enfrenta a proporcionalidade (paper de Brian Cutter sobre inferno e proporcionalidade, com sofrimento total finito; modelo de Alexander Pruss de vida “digna de ser vivida”) e o “heavenly grief”; trata cada modelo como prova de conceito consistente com o magisterio.
- Problemas biblicos: adota “inerrancia catolica” (verdadeiro e o que o autor sagrado intencionou asserir, dado genero e recursos literarios); usa o modelo de ocultamento de Ethan Muse (grafia incerta) para explicar por que a Biblia nao seria limpida, e recursos literarios (compressao nas genealogias, hiperbole dos 800 anos e das narrativas de conquista) para dissolver contradicoes e a violencia do AT.
- Objecoes magisteriais: harmoniza contradicoes alegadas como se fossem contradicoes biblicas; trabalha as duas “piores” (liberdade religiosa, via livro de Michael Dunigan, grafia incerta; e “extra ecclesiam nulla salus”, via Scholastic Answers de Christian Wagner) distinguindo modos de uniao a Igreja (voto, ignorancia invencivel, necessidade de preceito).
- Objecoes teologicas: Trindade e encarnacao resolvidas por disjuncao de modelos (identidade relativa, objetos-qua, Robert Koons, e Tim Pawl para a encarnacao com duas naturezas); modelo de Deus (simplicidade, atemporalidade) via truthmaker de Pruss e Brower e causalidade agente libertaria, recuando de objecoes que ele proprio publicou.
- Problema do mal como objecao final ao teismo: o sofrimento animal evolutivo foi o gatilho da desconversao dele; agora apela a teismo cetico minimo somado a uma disjuncao de teodiceias (omissao de Cutter e Swenson, vida futura animal de Trent Horn, multiverso).
- Milagres como motor: Fatima, Lourdes, Zeitoun, Padre Pio e curas documentadas (Caleb Jackson) o teriam levado do teismo ao catolicismo; rejeita a hipotese demonica (Sean Luke) porque milagres “vindicatorios” so se agrupariam no catolicismo, o que sob demonio ou acomodacionismo protestante seria inexplicavel e implicaria Deus enganador.
- Conselho final: ateus e agnosticos deveriam fazer “oracao condicional” (atirar o sinalizador); protestantes, rezar uma dezena do rosario por dia.