a tese
Joe Schmid, recém-convertido ao catolicismo, defende que os milagres marianos (Fátima, Lourdes, Padre Pio) resistem tanto à hipótese demoníaca quanto à saída acomodacionista protestante, e que foi a evidência filosófica somada a esses milagres que consolidou sua conversão.
aprofundar
talvez
Interessa ao Bruno pela mecânica do argumento dos milagres e pela crítica ao protestantismo embutida, mas é um clipe curto de entrevista; o material sério está no vídeo-caso de sete horas do próprio Schmid.
O que foi dito
- Schmid conta que primeiro passou a inclinar-se ao teísmo por razões filosóficas independentes, ao perder suas objeções ao ajuste fino e ao argumento da harmonia psicofísica, e só abraçou o teísmo de fato ao ler os capítulos de Caleb Jackson sobre curas medicamente documentadas.
- Descreve os milagres como “o carvão na fogueira”, o motor que converteu a inclinação intelectual em conversão plena, seguida de fatores que dispuseram o coração.
- Sobre Fátima ser demoníaca, tese que Sean Luke defendeu no mesmo canal, diz que nunca a levou a sério: seria um “MMO demoníaco” absurdo levar católicos relapsos e ateus de volta à fé e introduzir uma oração cristocêntrica como a de Fátima.
- Argumenta que esses milagres passam o teste escriturístico de Deuteronômio 13 (o sinal se cumpre e Deus manifesta poder superior aos demônios), o que não se sustentaria se o protestantismo fosse verdadeiro.
- Aponta um padrão que julga suspeito: os milagres se concentram sempre no catolicismo, nunca no luteranismo, metodismo, presbiterianismo, ortodoxia, islã ou budismo, algo que a mera hipótese demoníaca não prediz.
- Se fosse protestante, adotaria a saída acomodacionista (Deus faz milagres para animar a fé e católicos ainda se salvam), mas a acha implausível porque implicaria Deus em engano, vindicando doutrinas que o protestante nega, como a Imaculada Conceição (“Eu sou a Imaculada Conceição”, dito a Bernadette).
- Sobre Padre Pio, com interações místicas diárias com Cristo, Maria e almas do purgatório, diz que atribuí-las a Deus enganador seria pôr Pio num “Truman show” ou sob o gênio maligno de Descartes.
- Aos ateus e agnósticos, propõe a “oração condicional” (analogia do sinalizador no bosque: mesmo com 1% de chance de haver alguém, vale disparar), rezar dois ou três segundos por dia pedindo a Deus que se revele.
- Aos protestantes, sugere rezar uma dezena do rosário por dia, ressalvando a Deus qualquer escrúpulo quanto à intercessão dos santos, e assistir ao seu vídeo-caso de sete horas, sobretudo a seção sobre milagres e os problemas de metanarrativa do protestantismo.