Radar

radar · Outros

Can Protestants Be Saved? Joe Schmid on 'No Salvation Outside the Church'

a tese

Em entrevista a Cameron Bertuzzi (Capturing Catholicism), Joe Schmid explica como neutralizou, no processo de conversão ao catolicismo, a objeção do "fora da Igreja não há salvação" (extra ecclesiam nulla salus), tratando-a como contradição só aparente entre documentos do magistério.

aprofundar

talvez

Interessa ao Bruno como caso vivo de conversão intelectual ao catolicismo e pela mecânica de harmonização do magistério (extra ecclesiam, necessidade de preceito x de meio); mas é entrevista apologética unilateral, sem contraditório, e renderia mais como leitura crítica avulsa do que como sessão.

O que foi dito

  • Schmid conta que, já vindo do meio apologético, conhecia bem as harmonizações que Lydia e Tim McGrew oferecem para as contradições aparentes da Bíblia, e percebeu que Trent Horn aplica o mesmo método às contradições do magistério católico.
  • Traça o paralelo explicitamente: assim como ateus apontam contradições bíblicas e o cristão busca harmonizações “razoáveis o bastante”, o protestante aponta contradições entre bulas e documentos, e o católico responde com harmonização; ele passou a aceitar esse padrão.
  • Invoca as “considerações de ordem superior” (higher order considerations): tendo tanta evidência a favor da tese, não é preciso resolver cada detalhe minúsculo de uma vez, do mesmo modo como “Jesus ressuscitou, então o que você vai fazer com isso?” desarmava para ele as objeções à inerrância.
  • Diz ter compilado um documento de cerca de 200 páginas com objeções ao catolicismo, assistindo a Gavin Ortlund, Redeemed Zoomer, Sean Luke e Wes Huff, e depois às respostas de Christian Wagner (Scholastic Answers), Kevin Fernandez, do canal Cathodox e de Joe Heschmeyer.
  • Estratégia declarada: pegou as duas objeções “maiores e mais fortes” (liberdade religiosa e “fora da Igreja não há salvação”), resolveu ambas com esforço diligente, e concluiu por amostragem que as demais também se resolveriam.
  • Na liberdade religiosa, credita o livro de Michael Dunigan, “Religious Liberty and the Hermeneutics of Continuity” (600 páginas), e menciona Thomas Pink como outra via de harmonização; remete o tema ao seu próprio vídeo sobre o assunto.
  • Núcleo do argumento sobre a salvação: a bula Cantate Domino (Concílio de Florença) condena quem não estiver “unido” à Igreja ao morrer, mas tudo gira em torno do termo “unido”; há modos distintos de união reconhecidos há pelo menos um milênio (membro visível e formal; catecúmenos pelo desejo explícito; união mística à “alma da Igreja” pela fé implícita, ligada a Garrigou-Lagrange e ao batismo de desejo).
  • Concilia com o Vaticano II (ignorância invencível, “irmãos separados”, planos de salvação que incluem judeus e muçulmanos) e sustenta que continua havendo grave obrigação objetiva de tornar-se católico, distinguindo necessidade de preceito e necessidade de meio; quem viola sem culpa não é condenado por isso.
  • Usa a analogia do adultério não culpável (o marido enganado por uma gêmea idêntica) para explicar como “todos os adúlteros vão para o inferno” é um truísmo válido só para os formalmente culpáveis, e aplica o mesmo a “cismáticos e hereges”; desafia o interlocutor a achar um documento magisterial que exija adesão formal e visível explícita como condição absoluta de salvação.

Mais de Capturing Catholicism

5 no radar
04/09The 'Strongest' Argument Against Hell | Joe Schmidaprofundar: talvez01/09He Tried to Refute Catholicism. Then He Converted.aprofundar: sim31/08Was Fatima Demonic? Joe Schmid Respondsaprofundar: talvez27/08The One Realization That Broke Joe Schmid's Objections to Catholicismaprofundar: sim