a tese
Em editorial de onze minutos, Pedro Doria cobra que Fachin torne públicos de imediato todos os documentos que a PF já reuniu sobre todos os envolvidos no caso Master, não só sobre Moraes, para que os eleitores votem informados em outubro, e emenda uma proposta de reforma institucional profunda da República.
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talvez
Editorial mais denso da semana no canal, combina apuração com proposta política explícita; a tese do conselho de notáveis é opinativa e discutível, mas clara.
O que foi dito
- Enumera os indícios conhecidos: Moraes teria repassado informação sigilosa de investigações a Vorcaro; Gonet teria pedido que o banqueiro bancasse uísques caros para o filho no exterior; Mendonça tornou público o relatório da PF sobre Moraes e é alvo de mera suspeita de ter ganhado um terno caro (que Doria frisa não estar comprovado).
- Afirma que Flávio Bolsonaro mentiu ao dizer que a última parcela de Vorcaro foi em maio: teria recebido mais 1,6 milhão de dólares em outubro, chegando a pelo menos 14 dos 25 milhões prometidos, e que Eduardo Bolsonaro foi aos EUA provavelmente para tratar disso.
- Cita outros nomes ligados ao caso: Jáder (líder do governo), Davi Alcolumbre, Hugo Mota e Ciro Nogueira, descrito como amigo de toda a vida de Vorcaro.
- Exige que o STF também abra os documentos sobre Flávio Bolsonaro, Fábio Luís Lula da Silva, o “careca do INSS” Antônio Carlos Camilo Antunes e outros, com vários nomes distorcidos pela legenda.
- Diagnostica que não há heróis: Moraes não é herói, Mendonça tampouco, a PF está partida em facções e o STF igualmente fragmentado; questiona a boa-fé de Gonet ao pedir a inutilização de provas que o envolvem e a de Mendonça ao expor Moraes mas não Flávio.
- Com as eleições marcadas para 4 de outubro, sustenta que ocultar os documentos é o pior que pode acontecer e pede nominalmente a Fachin: “abra tudo”.
- Na segunda parte, faz um panorama dos regimes brasileiros desde 1889 e propõe que o próximo presidente convoque em 2027 um conselho de juristas, cientistas políticos e economistas para entregar em um ano um relatório de reforma institucional, inaugurando uma “quarta República” em 2030 ainda sob a Constituição de 1988.