a tese
No Central Meio (programa longo de quinta, 3 de setembro), Pedro Dória, Yasmin Restum, Flávia Tavares e o jornalista convidado Ascânio Seleme costuram a sequência de escândalos (INSS, Dark Horse, Banco Master, suspeitas sobre Lulinha) até o choque interno entre STF, PGR e PF, tratando o Supremo como o polo irradiador de uma "policrise".
aprofundar
não
É o programa-mãe que reúne o que os boletins do Meio já cobrem; interessa como panorama, mas é conjuntura, não material para sessão.
O que foi dito
- Debatem a foto de Moraes e Gilmar rindo no plenário: convergem que a exibição foi calculada (os ministros pararam no único ponto onde a lente do fotógrafo alcança), tradição de recados à opinião pública que remonta ao mensalão, embora a gargalhada tenha saído pela culatra por parecer escárnio.
- Ascânio classifica como a maior crise do STF na democracia, ressalvando que na ditadura de Getúlio e na militar houve ministros cassados, mas por ataques de fora; agora o inédito é a crise entre os próprios ministros, com colegas potencialmente investigados por um único relator (Mendonça).
- Reconstroem a cronologia como chave de leitura (citando Felipe Recondo e o paralelo Toffoli/Vorcaro): a PF produz relatório, o material vaza, ministros se movem; a policrise extrapola o Supremo para a PGR de Paulo Gonet e para a cúpula da PF de Andrei Rodrigues.
- Discutem a PEC que acaba com a escala 6x1 como tentativa do governo de emplacar um triunfo eleitoral no Senado a 31 dias do primeiro turno, e como os escândalos redesenham a decisão do eleitor.
- Ascânio, que lança o livro “Bolsonaro Nunca Mais”, e a bancada avaliam o peso eleitoral: associação (injusta, notam) entre Moraes e Lula, e o silêncio de Lula sobre o caso.
- Tom geral: jornalismo de análise que se assume incapaz de ser “desapaixonado” diante do turbilhão, com muita reconstituição de bastidores de Brasília.