a tese
Recorte do Meio em que a bancada (Pedro Dória, Flávia Tavares e o convidado Ascânio Seleme) analisa o primeiro encontro público entre André Mendonça e Alexandre de Moraes no plenário do STF após o embate, e defende que a decisão de tornar tudo público é o único caminho diante da policrise.
aprofundar
não
Boa análise de bastidor, mas conjuntural e sobreposta aos outros vídeos do Meio desta rodada; não rende sessão.
O que foi dito
- Discordam sobre a foto da gargalhada: pode não ter sido posada, mas Flávia observa que Moraes evitou entreolhar Mendonça (sentam-se lado a lado por ordem cronológica) e sorria repetidamente para Flávio Dino, num jogo de cena para aparentar tranquilidade que soa como descontrole.
- Ponto central de Flávia: Moraes é o protagonista da maior crise da história do Supremo na democracia e até agora não deu nenhuma satisfação pública, nem sobre as mensagens nem sobre o contrato da esposa com Vorcaro; o gabinete só se manifestou para dizer que ele revisou o contrato no Word para checar conflito de interesse.
- Ascânio defende abertura total do que a PF tem, contra uma “nova Lava-Jato” de vazamentos seletivos: há investigação de lobby do filho de Lula, o escândalo do INSS (60% do desvio sob Carlos Lupi do PDT, 40% no governo Bolsonaro), e o pedido de US$ 25 milhões de Flávio Bolsonaro a Vorcaro, dos quais US$ 14 milhões foram pagos.
- Levantam a hipótese de motivação de Mendonça: pagar dívida política com Jair Bolsonaro, que o indicou (Mendonça agradeceu publicamente a indicação várias vezes), com impacto direto na eleição por associar Moraes ao governo Lula, embora Moraes tenha sido indicado por Temer.
- Ascânio lembra que a crise é a maior “na democracia”, já que o STF sofreu intervenção e cassações na ditadura de Getúlio e na militar; o inédito é o conflito entre ministros, com colegas investigados.
- Explicam a mecânica do “off coletivo” e dos recados projetados na fila de entrada do plenário, tradição criada no mensalão, para sustentar que a exibição de ontem foi calculada.