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A história do primeiro título mundial do Brasil | Meio de Campo

a tese

No Meio de Campo, Idelber Avelar e Diego revisitam a Copa de 1958, o primeiro título mundial do Brasil, defendendo que a conquista é mal compreendida quando reduzida à genialidade de Pelé e Garrincha e ignora a inovação tática e o profissionalismo da preparação brasileira.

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Excelente história do futebol, mas fora dos eixos teológico e filosófico do radar; entra como leitura de lazer, sem render sessão.

O que foi dito

  • Contam a classificação: Israel avançaria sem jogar porque adversários muçulmanos (Turquia, Egito, Indonésia, Sudão) se recusaram a enfrentá-lo, até a FIFA sortear o País de Gales para um playoff, que caiu no caminho do Brasil.
  • Usam o fracasso argentino como contraponto ao isolacionismo: a Argentina, campeã sul-americana de 1957 mas fechada por política peronista e desfalcada de Sívori, Maschio e Angelillo (vendidos à Itália), leva 6 a 1 da Tchecoslováquia e é recebida com tomates, jogo que consideram o mais importante do futebol argentino pré-1960.
  • Sustentam que o Brasil inovou taticamente com a linha de quatro e a marcação por zona após apanhar da Inglaterra em 1956 (Nilton Santos dominado por Stanley Matthews); Feola efetiva o esquema, herdeiro da ponte com a Hungria e com Béla Guttmann no São Paulo.
  • Destacam o profissionalismo: médico enviado à Suécia um ano antes, vistoria de mais de 20 sedes, plano de 95 itens de Paulo Machado de Carvalho, e a delegação com psicólogo, dentista, fisioterapeuta e preparador físico.
  • Narram os melhores três minutos da história (Garrincha e Pelé na trave, Vavá abrindo o placar contra a União Soviética de Yashin) e o gol mais importante da carreira de Pelé, o chapéu contra Gales, único acesso do Brasil ao ferrolho galês.
  • Desmistificam o mito: nos jogos que sobraram em vídeo (França e Suécia, ambos 5 a 2), Garrincha é desarmado várias vezes e Didi erra passes, mas o time recuperava a bola rápido porque o custo da perda era menor que no futebol atual; lembram que o craque eleito da Copa foi Didi, não Pelé.
  • Fecham com o legado: fim do complexo de vira-latas, desmoralização do racismo (Pelé, Garrincha e Zito, três negros, entram e arrasam a URSS), Djalma Santos soberbo na final e o gesto de Bellini erguendo a taça; anunciam pausa do podcast durante as eleições.

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