a tese
Edição ao vivo do Central Meio (Flávia Tavares, Magno Cal e Pedro Dória) sobre o afastamento do diretor-geral da PF por Mendonça, analisando as repercussões políticas e eleitorais da maior crise da história do STF a um mês da eleição.
aprofundar
não
Programa longo e denso de conjuntura política; ótimo para o Bruno acompanhar, mas jornalismo do dia, sem eixo que peça análise dedicada.
O que foi dito
- Recapitulam a sequência de uma semana: o relatório de 218 páginas da PF confirmando que Vorcaro (Banco Master) enviou mensagens a Moraes, a inversão em que Moraes pediu investigação de Mendonça por conduta imprópria, a tentativa de Fachin de acalmar em cinco dias úteis, e o afastamento de Andrei Rodrigues e Leandro Almada nesta terça.
- Retomam as três narrativas (bolsonarista da “limpeza”, petista do “agente do bolsonarismo” e a incerteza real) e o alinhamento em times na corte, com a vista de Gilmar Mendes e o voto de Fux confirmando os lados.
- Dória insiste que a mensagem que gruda no eleitor, de que a corrupção pertence ao governo Lula, é falsa: o dinheiro de Vorcaro corrompeu a estrutura de poder inteira, não um partido.
- Faz a conta do envolvimento por lado: numericamente há muito mais gente de direita (Ciro Nogueira, Hugo Motta, Alcolumbre, Flávio, Nicolas Ferreira) do que de esquerda (Jaques Wagner, Rui Costa, Guido Mantega), mas argumenta que isso reflete que 80% do Congresso e dos governos são de direita, para onde vai a propina proporcionalmente.
- Destaca a gravidade dos 14 milhões de dólares (cerca de 70 milhões de reais) que Flávio e Eduardo Bolsonaro teriam embolsado, dinheiro vindo de fundos de pensão estaduais e não “privado”, sendo Flávio senador e candidato à Presidência.
- Diagnostica que a polarização faz metade da população apoiar automaticamente qualquer ato, tornando “papo chato” falar de instituições enquanto os freios e contrapesos são corroídos ponto a ponto.