a tese
Coluna "Cá Entre Nós" de Flávia Tavares (Meio) lê a guerra aberta entre Mendonça e Moraes no STF como duas verdades incômodas e simultâneas, e alerta que o maior prejudicado tende a ser o próprio Supremo e, eleitoralmente, Lula.
aprofundar
não
Análise política aguda e bem construída, valiosa para o Bruno acompanhar a crise, mas é opinião jornalística conjuntural, sem gancho teológico ou de fundo que peça sessão dedicada.
O que foi dito
- Usa a metáfora do truco: Mendonça “gritou seis” ao afastar Andrei Rodrigues da PF, jogou logo na segunda turma onde tem maioria, e Gilmar Mendes pediu vista paralisando o afastamento, confirmando que há times formados na corte.
- Primeira verdade: o timing e a forma como Mendonça conduziu a investigação de Moraes levantam suspeita legítima de favorecer o campo Bolsonaro; segunda verdade: isso não apaga as 218 páginas que confirmam a relação no mínimo inapropriada entre Moraes e Daniel Vorcaro do Banco Master.
- Descreve o mecanismo dos “delegados particulares” de ministros, que se intensificou nos anos Bolsonaro diante da inação do PGR Augusto Aras e serviu de justificativa para o inquérito das fake news; nove anos depois o mesmo aparato é usado por outra ala.
- Argumenta que a crise não prejudicar Lula só seria possível se Mendonça suspendesse o sigilo de todo o caso Master ou se Moraes retaliasse com contravazamentos que atingissem Flávio Bolsonaro em cheio, cujo envolvimento com Vorcaro seria mais direto e vultoso.
- Vê movimento para anular toda a investigação do Master, copatrocinado pelo presidente do Senado Davi Alcolumbre e pelo PGR Paulo Gonet, ambos envolvidos; e observa que o 7 de Setembro deste ano teve insatisfação com Moraes vinda de além do bolsonarismo.
- Conclui que crise institucional somada a escândalo e economia com soluços é pacote perigoso para o incumbente Lula, abrindo espaço para aventureiros como Augusto Cury, que ela classifica sem meias palavras como “pura casca, zero conteúdo”.