a tese
arvro narra a escalada da crise no STF em torno do caso Master, argumentando que a corte, com seis dos onze ministros ligados de algum modo a Daniel Vorcaro, usou poderes de forma política e chegou ao ponto de não conseguir sequer funcionar.
aprofundar
não
Cobertura de tom denuncista da crise do STF, útil para o pulso do caso Master, mas sem gancho para trabalho seu.
O que foi dito
- Enquadra o Banco Master como esquema de pirâmide que virou dinheiro de aposentadoria em cachê de modelo do OnlyFans, e diz que em 8 de setembro o Brasil escolheu a saída mais imoral: afastar os policiais que investigaram, em vez de punir autoridades.
- Mendonça afastou o diretor-geral da PF Andrei Rodrigues e o diretor de inteligência Leandro Almada como efeito colateral da disputa com Moraes; 11 diretores da PF colocaram os cargos à disposição em protesto.
- Flávio Dino reverteu o afastamento com o argumento (que arvro considera legalmente correto) de que interromper as investigações interessa sobretudo aos investigados e de que Mendonça não poderia ter agido a pedido de um partido político.
- Fachin então suspendeu as decisões de Mendonça e de Dino, agradando a AGU, que reafirmou ser prerrogativa constitucional do presidente da República prover e desprover a chefia da PF, área em que o STF passou a “meter a mão”.
- Recapitula que Moraes pediu a Fachin autorização para investigar Mendonça dentro do inquérito das fake news (aberto desde 2019, sem objeto definido, arrastando-se há sete anos), o que arvro vê como retaliação que reforça a narrativa bolsonarista de perseguição.
- Fachin avocou o inquérito e convocou sessão para terça (15/9) só para decidir se autoriza investigar Moraes; arvro nota que o razoável seria que os envolvidos (Moraes, Mendonça, Toffoli) não votassem, “mas às vezes o STF não é razoável”.
- Bloco publicitário da plataforma Fêmea (streaming, filme “A Professora de Piano”) e, no PS, comentário de comentaristas: Dino agiu legalmente e Moraes constitucionalmente antes, mas Mendonça teria agido de forma inconstitucional; uma comentarista credita a Moraes ter “segurado um golpe” e lamenta seu envolvimento com Vorcaro, encerrando que os ministros deveriam aprender a não politizar.