a tese
No quadro conversacional "Pedri+Cora" do Meio, Pedro Doria e a colega partem do fato de que um trailer de 26 minutos do GTA 6 foi o conteúdo mais visto da Netflix no ano para discutir a hipótese de uma reconfiguração da atenção (ou da paciência) humana.
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não
Papo leve e digressivo sobre games e atenção, sem substância teológica ou analítica que renda para você.
O que foi dito
- O vídeo estendido do GTA 6, espécie de trailer com gameplay e história, teve 31,1 milhões de visualizações e liderou em 87 de 93 países, sugerindo que o mérito foi durar só 26 minutos num catálogo de filmes e séries.
- Pedro lê isso como sintoma de déficit de atenção: até séries hoje se recomendam pelo “episódios curtinhos” como vantagem.
- Longa digressão pessoal sobre videogames (Civilization, Sim City, Pokémon Go, Cities Skylines, simulador de formigueiro), com a colega lamentando ter sido banida do Pokémon Go.
- Contrapõem a vida pré-moderna (era do bronze, castelo medieval, deserto do Saara) em que se viviam os mesmos 20 km e 300 pessoas, sem novela nem internet, e o tédio era suportado com tapeçaria, contação de histórias e música.
- A colega reformula: talvez não seja déficit de atenção, mas de paciência; antes se encarava fila de banco e ligação interurbana de três horas com um livro, “o celular da época”.
- Pedro sustenta que há reconfiguração real, ligada ao excesso de informação e de oferta: ao menor tédio, troca-se de aplicativo.
- Fecho com a fantasia de “construir uma cidade” longe de STF, Congresso e eleições, e menção a “vibe coding com Claude” para criar um simulador da era do bronze; encerra com propaganda da pesquisa Meio/Ideia.