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Após retirada de sigilo de investigações do Master, entenda o que falta abrir | Central Meio

a tese

Programa completo do Central Meio (Pedro Doria, Yasmin Restum e Alexandre Borges) sobre a derrubada do sigilo das investigações do Banco Master por André Mendonça, discutindo o que ainda falta abrir, a gravidade comparada dos casos de Alexandre de Moraes e Flávio Bolsonaro, e a exigência de abrir tudo antes da eleição.

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É jornalismo político de conjuntura; a digressão Eco-Martini sobre fundamento da ética é o único ponto de interesse tangencial, mas raso.

O que foi dito

  • Abre com memórias pessoais do 11 de setembro de 2001, no aniversário de 25 anos dos atentados, antes de entrar no assunto do dia.
  • Explica que André Mendonça derrubou o sigilo do caso Master, mas que partes seguem seladas: o filme Dark Horse, a relação do senador Jaques Wagner (PT-BA) com o ex-sócio do banco Augusto Ferreira Lima, e detalhes da atuação de Toffoli e do Banco Central; Vorcaro aparentemente sabia dia e hora da própria prisão.
  • Alexandre Borges repete que transparência precisa gerar consequência e não apenas vazamento contagotas, e que ninguém está formalmente investigado ainda.
  • Longo bloco sobre o padrão ético esperado de um ministro do STF: a analogia do pai funcionário público que só bebia em casa, a ideia de que ser ministro é uma honra não obrigatória que impõe conduta de linha, e que esses juristas ganhariam ordens de grandeza mais na iniciativa privada.
  • Aponta como mais chocante o fato de Moraes ter migrado do discurso de inocência para o de “provas inadmissíveis” (o celular de Vorcaro), tese que pode até estar juridicamente correta mas soa mal vinda de um ministro; o contrato do escritório Barça de Moraes, tornado público, é descrito como campo minado de conflito de interesses.
  • Borges reafirma que o possível crime de Moraes (corrupção passiva, advocacia administrativa, quebra da fé pública) é mais grave que o de Flávio, pelo poder investido no cargo, e recusa as equivalências que a esquerda tenta fazer com casos menores.
  • Digressão histórica e filosófica: a troca de cartas entre Umberto Eco e o cardeal Carlo Maria Martini sobre de onde vem a ética sem Deus (Eco a funda na experiência humana e na regra de ouro), e uma discussão enviesada sobre Lutero e Henrique VIII como “vendedores” de teologia conveniente a déspotas.
  • Encerra com notícia de última hora: a PGR pediu a Fachin a retirada do sigilo de todos os procedimentos da operação Compliance Zero; os apresentadores defendem abrir tudo (Master, INSS, Flávio) com paridade de armas antes do primeiro domingo de outubro.

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