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O SEGREDO QUE COLOCOU ALEXANDRE DE MORAES NO STF

a tese

A trajetória que levou Alexandre de Moraes ao STF passa pela caçada ao hacker que extorquiu Marcela Temer, e o vídeo argumenta que esse serviço prestado ao futuro padrinho contradiz frontalmente a regra de vedação que o próprio Moraes havia defendido por escrito na academia, sob orientação de Dalmo Dallari.

aprofundar

não

É jornalismo político brasileiro bem construído, com valor documental sobre a indicação, mas sem relação com o trabalho teológico e sem argumento que exija aprofundamento próprio.

O que foi dito

  • O vídeo abre com Dalmo Dallari, professor e diretor da Faculdade de Direito da USP, morto em 2022, e sua crítica recorrente ao vício individualista do direito brasileiro: seis meses de Constituição contra quatro anos de Código Civil no currículo.
  • Moraes procurou Dallari como orientador de doutorado quando era promotor ambicioso do Ministério Público de São Paulo, com aparições frequentes e favoráveis no noticiário local (há trecho de reportagem sobre fiscalização de estoque de medicamentos em hospital).
  • Um hacker invadiu o celular de Marcela Temer, ainda namorada de Michel Temer, e cobrou dinheiro para não divulgar fotos; as mensagens trocadas entre ela e o extorsionário são lidas no vídeo.
  • A Polícia Civil de São Paulo, então sob comando de Moraes, montou força-tarefa para prender o hacker; Silvonei de Jesus Souza foi presa em maio e condenada em outubro a 5 anos e 10 meses por estelionato e extorsão.
  • O narrador levanta a pergunta ética central: prender extorsionário é obrigação, mas montar força-tarefa dedicada por causa da esposa de um político famoso estabelece um precedente de lealdade pessoal, e uma reportagem elogiosa da Veja tratou essa caçada como a escola prática do futuro inquérito das fake news.
  • A morte de Teori Zavascki, relator de mais de 50 inquéritos e ações da Lava-Jato, abriu a vaga; segundo o vídeo, Temer já sabia que indicaria Moraes quando manifestou pesar publicamente.
  • Na sabatina, petistas lideraram a acusação de parcialidade: Lindbergh Farias questionou a isenção de um ex-ministro da Justiça do próprio governo, Gleisi Hoffmann citou o impeachment de Dilma, ações do PT no TSE e a Lava-Jato, e Aécio Neves confirmou que Moraes prestou serviços remunerados à campanha do PSDB.
  • O documento decisivo é o artigo que Dallari publicou na posse do pupilo, citando texto do próprio Moraes que propunha vedar ao STF quem tivesse exercido cargo de confiança no Executivo ou mandato eletivo durante o mandato do presidente que faz a escolha, regra que, aplicada, o excluiria.
  • Um trecho de Lula sobre não jogar fora a biografia construída no julgamento do 8 de janeiro por causa do caso Vorcaro serve de moldura contemporânea, e a fala final de uma ouvinte formada em direito observa que a doutrina de Moraes sempre foi bibliografia de cursinho de concurso, nunca de prestígio acadêmico.

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