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O SEGREDO QUE COLOCOU ANDRÉ MENDONÇA NO STF

a tese

André Mendonça chegou ao STF porque aceitou fazer o que Sérgio Moro se recusou a fazer, usar o Ministério da Justiça como escritório de advocacia da família Bolsonaro e dos aliados do governo, e Álvaro Borba sustenta que o rótulo de "terrivelmente evangélico" foi conveniência política, já que Bolsonaro o queria advogando, não rezando.

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talvez

O vídeo é político e panfletário, mas o uso do vocabulário eclesiológico ("não há cristianismo sem a casa de Deus") como blindagem de projeto de poder é matéria que o Bruno pode querer discutir, dado o incômodo dele com a instrumentalização política da fé.

O que foi dito

  • O vídeo reconstrói o arranjo inicial da direita brasileira, Bolsonaro na Presidência e Moro num superministério que reunia Justiça, Segurança Pública, Controladoria e parte do COAF, e o ponto de ruptura no caso Queiroz, o cheque de 89 mil reais que ligava Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz e Michelle Bolsonaro.
  • A tese central sobre Moro é que ele saiu por hesitação, não por princípio, e que, tivesse bancado a permanência, hoje estaria no STF; o próprio Moro nega no vídeo que tenha condicionado o cargo a uma indicação à Corte.
  • Borba observa que Moro terminou ligado a um escândalo muito maior da mesma família, o Dark Horse, de 134 milhões de reais, depois da reaproximação com o bolsonarismo em 2022 em nome de derrotar o PT.
  • Assim que assumiu, Mendonça pediu habeas corpus para investigados do inquérito das fake news, entre eles Allan dos Santos (Terça Livre), Sara Winter e Roberto Jefferson, o que o Intercept classificou como ação inédita de um ministro da Justiça.
  • No sentido inverso, Mendonça pediu à PF e à PGR a abertura de inquérito contra o jornalista Ricardo Noblat por reproduzir a charge de Renato Aroeira (a cruz vermelha com pontas pretas), e seu ministério produziu o dossiê antifascista, que Borba trata como conduta de estado policial jamais punida.
  • O contexto é a pandemia: Bolsonaro convocou apoiadores a filmar hospitais para checar leitos e uso de cloroquina, e Mendonça atuou para blindar essa convocação enquanto perseguia quem reagia.
  • A parte de interesse religioso é explícita: Mendonça, pastor presbiteriano, foi decisivo para manter cultos abertos durante o isolamento, e o vídeo exibe seu discurso de que não há cristianismo sem vida comunitária, sem casa de Deus e sem o dia do Senhor, com a fórmula de que o cristão não mata pela fé mas morre pela liberdade de culto.
  • Silas Malafaia e outras lideranças evangélicas fizeram campanha pela indicação; Borba lê a promessa do ministro “terrivelmente evangélico” como cálculo eleitoral que instrumentalizou o segmento, não como pauta de fé.
  • A conclusão aponta continuidade: quatro pedidos para tirar o caso Dark Horse das mãos de Flávio Dino e levá-lo a Mendonça, com a acusação de que ele atua mais como advogado de Vorcaro e cabo eleitoral de Flávio Bolsonaro do que como juiz.

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