a tese
Edição ao vivo do Central Meio na véspera do julgamento de Moraes, com Pedro Doria, Yasmin Restum, Flávia Tavares e o analista político Alberto Bombig sustentando que a crise do STF é briga por espólio dentro do sistema, não confronto entre lulismo e bolsonarismo, e que o beneficiário estrutural é o centrão.
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Programa longo de análise eleitoral com forte sobreposição aos outros vídeos do Meio da mesma semana.
O que foi dito
- A abertura registra os fatos do fim de semana: Zanin, Gilmar Mendes e Moraes exigindo os dados brutos do celular de Vorcaro, a resistência de Mendonça, Fachin assumindo a relatoria e separando os julgamentos (Moraes no dia 15, Mendonça no dia 23) e Flávio Dino derrubando o sigilo do inquérito das emendas ligadas ao filme Dark Horse, que é processo distinto do dinheiro de Vorcaro à família Bolsonaro.
- Doria repete a lição aprendida na Lava-Jato, não existe herói nessa história, e cobra explicação para o timing: o relatório sobre Toffoli, igualmente grave, ficou meses guardado, e o relatório sobre Moraes foi tornado público por Mendonça na véspera do 7 de setembro bolsonarista, a três semanas do primeiro turno.
- A distinção técnica que ele faz é precisa: Toffoli tem contrapartida documentada, decisões como relator que atrapalharam a investigação da PF, enquanto sobre Moraes há dinheiro recebido pela família e indício de vazamento de informação, mas a resposta dele a Vorcaro é desconhecida; os dois, na avaliação de Doria, deveriam ser afastados.
- Bombig liga a alta da corrupção como principal preocupação (14, 20 e 22 por cento em três semanas da Quest) à estagnação de Lula e ao crescimento de Flávio Bolsonaro, com a ressalva de que o passivo do PT vem do mensalão e que o discurso anticorrupção lançado pelo partido contra Maluf e Quércia voltou contra ele.
- O caso Jorge Messias é usado de novo como prova de que os times não são os aparentes: Moraes e Alcolumbre derrubaram o indicado de Lula porque Messias se alinharia a Mendonça no caso Master, e uma fonte petista relata que Jaques Wagner respirou aliviado com a derrota que dizia estar trabalhando para evitar.
- Doria formula sua tese de risco: Flávio Bolsonaro representa menos ameaça de golpe militar que o pai e mais ameaça de deterioração do sistema nas mãos do centrão, tomando como referência o apodrecimento da política fluminense sob Cabral, Pezão, Witzel e Cláudio Castro, com metade da Assembleia ligada a milícias segundo a PF.
- A previsão da mesa é acordo, não enfrentamento: encerrar o caso Master em troca de anistia ampla, saída em que Moraes, Dino, Flávio e Jair Bolsonaro terminam livres e com poder.
- Flávia Tavares traz o argumento institucional mais consistente: reforma do Judiciário sem reforma política reproduz a crise em dez anos, porque foi a incapacidade da política de resolver seus embates que jogou tudo dentro do Supremo, e não existe juiz magnânimo o bastante para não se politizar julgando esse tipo de causa.
- A discussão sobre espírito republicano parte do artigo de Pedro Malan no Estadão e chega à proposta radical de Glezer: quarentena total, ministro não advoga depois, parente não advoga, o cargo troca a ambição de enriquecimento pelo poder, com Celso de Mello, Rosa Weber, Ellen Gracie, Ayres Britto e Joaquim Barbosa citados como prova de que é possível.
- A pauta menos coberta que Flávia levanta: a apuração de Guilherme Amado sobre a Rock Bridge, fundo ligado a JD Vance, com Pedro Stange (grafia incerta) atuando na campanha de Flávio em São Paulo e memorando de André Marinho oferecendo terras raras aos Estados Unidos, o que, se comprovado como financiamento estrangeiro, é ilegal e abre hipótese de impugnação.