a tese
Em comentário de 11 minutos, Flávia Tavares sustenta que a sessão do STF sobre Moraes e Mendonça "sequestrou" a eleição presidencial, que ninguém venceu no plano jurídico e que o único vencedor político do dia foi Flávio Bolsonaro.
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não
É comentário opinativo bem articulado sobre a conjuntura, sem dado novo além do placar, e a tese do "único vencedor" é aposta de curtíssimo prazo que as próximas pesquisas vão confirmar ou não.
O que foi dito
- Abre com o pedido de desculpas de Cármen Lúcia ao povo brasileiro e afirma que o Supremo inteiro devia o gesto, por ter misturado a confiabilidade da corte ao debate eleitoral.
- Separa a leitura jurídica da política e diz que a crise é tão inédita que nem existe rito para investigar ministro do Supremo.
- No plano jurídico, a ala de Moraes liderada por Gilmar Mendes, com Dino e Zanin, alegou que a guerra de liminares deixou o caso sem objeto formal e propôs julgar Mendonça na mesma sessão, enquanto Mendonça, com Fachin, Fux e Cármen Lúcia, defendeu ter seguido prazos e normas e pediu julgamentos separados.
- Resume o saldo: 4 a 3 pela separação na questão de ordem, vista de Dino por até 90 dias, votos ainda mutáveis durante a vista e cinco dos dez ministros sob potencial suspeição no maior caso de fraude financeira do país, dois deles já declarados.
- No plano político, cada torcida lerá o dia como prova da própria tese (manobra para blindar Moraes contra dobradinha Mendonça e Fux para enfraquecer Lula), e ela admite que ambas podem ter razão ao mesmo tempo.
- Afirma que o público não entende debate regimental, só a intuição de injustiça ou impunidade, e que a sessão pareceu teatro para proteger Moraes, visto como aliado de Lula, o que beneficia Flávio Bolsonaro e reforça o sentimento de “república sem republicanos” em torno do dinheiro de Vorcaro.
- Diz que o risco é eleger um político acusado de ligação com corrupção e milicianos, de “família de golpistas”, entregue ao pior do centrão, e que no mundo ideal Moraes e Mendonça se afastariam juntos, gesto que nenhum dos dois fará.
- Fecha com a citação de Clarice Lispector feita por Cármen Lúcia (“não me perdi, mas experimentei a perdição”) e com dois blocos de pedido de assinatura do Meio.