a tese
Apesar do título, o corte não mostra Moraes acusando Mendonça: é um trecho da transmissão ao vivo do Meio em que Creomar de Souza lê a sessão do STF como disputa de poder pelo futuro da corte e prevê que o tribunal de 2027 não será o de 2023.
aprofundar
não
O título é clickbait em relação ao conteúdo, e a análise de Creomar, embora tenha uma tese clara (disputa pelo controle da corte e reforma imposta de fora), repete o que ele já disse em outras transmissões.
O que foi dito
- Creomar parte da premissa de que o Judiciário e a democracia brasileira “entregam pouco” e aponta dois riscos simétricos ao fim do dia: a leitura de que tudo “termina em pizza” e a de que abrir investigação já equivale a culpa.
- Pedro Doria interrompe para contar que o porteiro de um prédio e um motorista de Uber no Rio assistiam à sessão, e Flávia Tavares destaca o discurso de Fachin e o dilema de que, quanto mais técnico o debate, mais parece “enrolação”.
- Creomar diz que a questão é menos justiça que poder: há uma “insurgência” do grupo de André Mendonça contra o grupo de Gilmar Mendes, que até aqui ditou a interpretação interna e a relação com os outros Poderes.
- Na lógica de “três casas à frente”, afirma que, se Mendonça vencer e Flávio Bolsonaro ganhar com quatro a seis indicações, as escolhas da corte passarão por ele por 20 ou 30 anos, resumindo que “Mendonça quer ser Gilmar amanhã”.
- Sobre o “você mente” trocado entre Gilmar e Mendonça, diz que todos mentem e que atores institucionais mentem mais porque a mentira tem função política, citando capítulo de livro próprio.
- Retoma a tese de Doria de esgotamento das soluções institucionais de 1988 e desenha a tríade do desequilíbrio: Presidência cada vez mais fraca desde Dilma, Congresso que age como o PRP da República Velha com emendas e currais eleitorais, e um STF sem legitimidade que vai “amarelar” nas decisões difíceis.
- Conclui que o Judiciário recusou a reforma por dentro e vai recebê-la “por fora”, não necessariamente boa para o país, com uma piada sobre o título do Sport de 1987 e o anúncio do Meio Premium no fim.