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France & Footballers Finding God? 7 Reasons Why The Rebirth is NOT Cancelled!

a tese

Justin Brierley reconhece que o relatório "quiet revival" da Bible Society foi retirado por erro metodológico do YouGov e que os céticos tinham razão naquele ponto, mas sustenta, com sete conjuntos de indicadores independentes daquele relatório, que um "renascimento" (não um avivamento) da crença em Deus no Ocidente continua em curso, sobretudo entre a geração Z.

aprofundar

talvez

porque o inventário de dados é útil e a autocrítica sobre o relatório retirado é honesta, mas a peça é promocional da tese do próprio livro e mistura indicadores desiguais (batismos católicos franceses e streaming de música cristã não medem a mesma coisa); o ponto teologicamente mais provocativo para o Bruno é a conversão de Louise Perry pelo argumento sociológico, que inverte a ordem usual entre verdade e utilidade da fé.

O que foi dito

  • Abre com a retirada do relatório: Paul Williams, presidente da Bible Society, informa que o YouGov admitiu falha grave na pesquisa de 2024, por não ter ativado as travas contra respostas fraudulentas, o que invalida o salto alegado de frequência à igreja entre a geração Z, de 4% em 2018 para 16% em 2024.
  • Brierley assume o custo pessoal (boa parte das palestras e do podcast dele em 2025 girou em torno desses números) e distingue dois erros: falar em avivamento com dado ruim, e concluir que nada está acontecendo.
  • Sinal 1, o boom católico na França: mais de 10.300 batismos de adultos em 2025, o maior número em vinte anos segundo o Le Figaro, e mais de 21.000 na Vigília Pascal de 2026, a maioria entre 18 e 25 anos e vinda de famílias não praticantes; um padre parisiense entrevistado atribui o fenômeno ao Espírito Santo.
  • Sinal 2, conversões no Reino Unido: a diocese de Westminster teve a maior entrada em quinze anos, com 800 adultos de mais de cem paróquias, e o arcebispo Mark O’Toole, de Cardiff, diz que os convertidos buscam clareza e estabilidade doutrinária; a União Batista relata 57% das igrejas com crescimento líquido entre 2022 e 2024 e o maior número de batismos da década, e a Igreja da Inglaterra registra o quinto ano consecutivo de crescimento, ainda abaixo do nível pré-covid.
  • Brierley faz duas ressalvas honestas nesse ponto: os números de jovens não revertem o declínio geral das congregações envelhecidas, e o aumento de batismos adultos reflete em parte a queda do batismo infantil nas décadas anteriores.
  • Sinal 3, a Escandinávia: na Finlândia, a crença em Deus entre adolescentes teria saltado de 35% e 36% em 2019 para 56% (meninas) e 67% (meninos) em 2024, com aumento também na crença na ressurreição; a Igreja da Suécia teve recorde de 18.783 adesões voluntárias em 2025, contra 13.000 no ano anterior, segundo o jornalista sueco entrevistado (grafia incerta, “Robert Thenberg”), que fala em “reencantamento” e credita parte do crescimento ortodoxo à imigração.
  • Sinal 4, métricas comerciais: as vendas de Bíblias no Reino Unido chegaram a 6,3 milhões de libras em 2025, alta de 134% em valor desde 2019 num mercado editorial estagnado, e o streaming de música cristã subiu 60% em quatro anos segundo a Billboard, com Forrest Frank chegando a artista número um do YouTube Music e 145 milhões de ouvintes mensais.
  • Sinal 5, abertura da geração Z: pesquisa do Times aponta que a geração Z tem metade da probabilidade de se declarar ateia em relação a pais e avós, outra pesquisa britânica mostra 37% dos jovens de 18 a 24 anos dizendo crer em Deus contra 16% em 2021, e o Gallup registra salto de 28% para 42% entre homens jovens nos EUA que dizem que a religião é muito importante; Al Gordon, reitor de St John’s Hackney, relata vigílias de oração com mais de 3.000 inscritos e insiste que isso é preparação, não avivamento.
  • Sinal 6, o futebol: Brierley chama os jogadores da Premier League de evangelistas involuntários mais eficazes da geração, citando os “Bible brothers” do Arsenal, Eberechi Eze definindo fé em termos que ecoam Hebreus 11:1 na Sky Sports, e o discurso de vestiário de Joel Ward apoiado em Jeremias 29:11.
  • Sinal 7, intelectuais e influenciadores: Louise Perry explica a conversão pelo argumento de que o cristianismo é “sociologicamente verdadeiro” e que isso se esperaria caso fosse sobrenaturalmente verdadeiro; entram ainda Ayaan Hirsi Ali, Niall Ferguson, Charles Murray e Paul Kingsnorth, além do comediante Theo Von lendo João 5 (“queres ser curado?”) e do podcaster Joe Weller anunciando conversão para cinco milhões de inscritos.
  • Fecha admitindo que nada disso prova que o cristianismo é verdadeiro e que a virada religiosa se sobrepõe a uma virada política, com risco de nacionalismo cristão espiritualmente corrompido.

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