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Live Eleições 2026 – Primeiro Turno | Meio

a tese

Transmissão de quase cinco horas do Meio na apuração do primeiro turno, com Pedro Dória, Flávia Tavares e Yasmin na bancada e um banco de analistas. A leitura que se consolida ao longo da noite é que houve onda de direita consolidada, com Flávio Bolsonaro à frente, e que a aritmética do segundo turno é muito desfavorável a Lula.

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é cobertura ao vivo, longa e com repetição inevitável, e o que interessa de análise (antipetismo de chegada, aritmética do segundo turno, Senado do PL) já aparece condensado no boletim diário do mesmo veículo.

O que foi dito

  • A live abre marcando os dez anos do Meio, fundado por Dória e Vitor Conceição na segunda-feira seguinte ao primeiro turno de 2016, e estreando neste ano uma pesquisa eleitoral própria em parceria com o Instituto Ideia.
  • A primeira análise, da CEO do Instituto Ideia, põe o foco em abstenção, brancos e nulos, descrevendo um eleitorado que foi às urnas sem entusiasmo, já tendo experimentado as duas opções, sem ter visto debate, com rejeição impeditiva dos dois lados e estoque mínimo de votos a conquistar.
  • O mecanismo técnico que ela explica é o que permitiria decisão em primeiro turno: um não voto total de 31% a 32% (abstenção somada a brancos e nulos), com o precedente da eleição de João Doria em São Paulo, quando o eleitor de Haddad decidiu não comparecer.
  • Dora Kramer, que cobre eleições desde 1989, diz não ter visto nada parecido e enquadra o pleito pela desorganização institucional, com regras desrespeitadas e isso sendo celebrado, e com Supremo e justiça eleitoral intervindo de modo escancarado.
  • O dado de pesquisa que eles tratam como decisivo é a soma de 17,5% de indecisos com 7,5% de brancos e nulos, um quarto do eleitorado capaz de mudar de posição na última hora, com a tese do “antipetismo de chegada” de Maurício Moura como hipótese explicativa.
  • Na análise de campanha, o diagnóstico é duro com o lado derrotado: desde a última troca de marqueteiro (entrada de Duda Lima) a campanha de Flávio acertou tudo, inclusive ao migrar o discurso para voto útil e para “não é sobre o Bolsonaro, é sobre tirar o Lula”, enquanto a campanha de Lula levou para o núcleo decisório as quatorze correntes do PT e fez uma campanha de 1989, do jingle aos vídeos de artistas.
  • O argumento sobre o empresariado é concreto: setores do PIB não queriam conversar com Flávio no começo e esperavam um gesto de Lula, algo como uma carta aos brasileiros 2.0, e em todas as oportunidades, inclusive na última reunião com empresários antes do primeiro turno, o gesto não veio.
  • Dória projeta ao vivo, com 65% apurados, 47% para Flávio e 44% para Lula, com segundo turno, e afirma que uma vitória de Flávio no primeiro turno torna a reversão virtualmente impossível, porque o estoque de votos disponível é mínimo.
  • A leitura institucional é a parte mais útil: com o Senado que se desenhou, provavelmente com presidência do PL por maioria própria, uma vitória de Lula significaria incapacidade de aprovar agenda, enquanto uma vitória de Flávio lhe daria lua de mel prolongada no primeiro ano.
  • O balanço final elenca o que mudou: uma direita com mais quadros e estrutura partidária em todos os estados, diferente de 2018, Nikolas Ferreira como deputado mais votado da história com mais de três milhões de votos, PSOL e Rede fora da cláusula de barreira (eles atingiram o percentual nacional mas não a distribuição por nove estados, o que deixa Erika Hilton eleita com votação altíssima num partido sem poder na Câmara), a eleição do Rio pendurada na justiça por causa dos votos de Anthony Garotinho, Lula sem palanque em São Paulo, Minas e quase em todo lugar, e o palanque dele descrito por um repórter da casa como clima de velório.

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