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Joe Schmid Became Catholic... I Can’t Believe This Convinced Him

a tese

Derek Lambert responde à conversão de Joe Schmid ao catolicismo argumentando que a filosofia analítica e os dossiês de milagres que o persuadiram não tocam a questão decisiva, que é a construção histórica e antropológica do próprio catolicismo. Sua acusação central é que competência em lógica modal não transfere competência em crítica textual, história do dogma ou avaliação forense de relatos de milagre.

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O vídeo é sério e bem estruturado como mapa das objeções histórico-críticas e forenses que Schmid ainda terá de responder, útil ao Bruno para acompanhar o debate, mas Lambert admite não ter analisado os dossiês de milagre e argumenta a partir de um consenso crítico apresentado sem contraditório, então vale mais como inventário de perguntas do que como avaliação.

O que foi dito

  • Lambert abre dizendo que pensou tratar-se de piada até seu amigo Caleb Jackson confirmar que Schmid vinha se convertendo havia meses, e recusa explicitamente as acusações de que Schmid seria burro, desonesto ou oportunista, concedendo que ele é brilhante, gentil e sincero.
  • O choque, diz ele, não foi a conversão em si (gente inteligente converte e desconverte), mas o quanto material histórico-crítico e antropológico ficou de fora do relato público de Schmid, e o fato de Caleb Jackson lhe ter contado que Schmid agora sustenta algum tipo de inerrância bíblica, “frouxa” e condicionada ao gênero literário.
  • Narra a própria trajetória (cristão convicto, depois calvinista sistemático, depois cético) para sustentar sua tese epistemológica: experiência sincera e transformadora não estabelece a verdade da explicação que se anexa a ela, e inteligência só fornece ferramentas melhores, não garante que a ferramenta certa foi usada.
  • Concede o argumento filosófico inteiro por hipótese (fundamento necessário da realidade, ajuste fino, dificuldade da consciência) e insiste que resta uma distância enorme a percorrer: do fundamento ao Deus de Israel, deste a Jesus ressuscitado, de Jesus à autoridade da igreja, e daí ao bispo de Roma, à transubstanciação, ao purgatório e aos dogmas marianos, cada passo exigindo evidência própria; o teísmo não pode contrabandear o cristianismo, nem o cristianismo contrabandear Roma.
  • Aciona o arsenal histórico-crítico padrão: evangelhos formalmente anônimos com atribuições tradicionais posteriores, datação de Marcos perto da guerra judaica e João mais tarde, a hipótese de Steve Mason de que Lucas-Atos conhece as Antiguidades de Josefo (93 d.C.), narrativas de infância divergentes entre Mateus e Lucas, o problema cronológico Herodes/censo de Quirino, e relatos de ressurreição que discordam sobre quem vai ao túmulo e onde ocorrem as aparições.
  • Sobre o papado, observa que só Mateus usa “igreja” nos evangelhos e pergunta por que a linguagem institucional se concentra ali, se Jesus disse aquilo naquela forma, e que evidência existe de Pedro transmitindo um ofício universal e hereditário a bispos romanos; lembra que João 21 parece acréscimo e que o Quarto Evangelho diminui Pedro sistematicamente.
  • Lista as datas de definição dogmática (Theotokos em Éfeso 431, transubstanciação no IV Concílio de Latrão em 1215 com categorias aristotélicas de substância e acidente, Imaculada Conceição em 1854, infalibilidade papal no Vaticano I em 1870, Assunção em 1950), concede que data de definição não é data de nascimento da doutrina, mas conclui que admitir desenvolvimento torna a história mais importante, não menos, e que apelar ao Espírito Santo para validar o lado vencedor usa a teologia para validar a história que deveria estabelecer a teologia.
  • Na parte antropológica, compara com o desenvolvimento da religião israelita (conselho divino, cultos locais, caminho até o monoteísmo exclusivo) e das figuras de Satanás e do inferno (Sheol, Hades, Geena, imaginação teológica posterior), argumentando que quem vê digitais humanas em tudo isso e ainda assim atribui a Deus deveria, por coerência, ser apologista de todas as religiões.
  • Ataca os milagres caso a caso: propõe explicações naturais heterogêneas (remissão espontânea, diagnóstico errado, história que melhora na retransmissão, fraude ocasional, casos genuinamente sem explicação) em vez de uma conspiração única; nos milagres eucarísticos exige proveniência, cadeia de custódia, controles e laboratórios independentes, citando a revisão forense de Kelly Kearse (grafia incerta), que se descreve católico e ministro eucarístico, com Frank Legos (grafia incerta); diz que perguntar a uma IA com que uma foto se parece é erro de categoria; em Lourdes contrapõe mais de 7.000 curas relatadas a 72 milagres reconhecidos, sinal de seletividade, e invoca Jacalyn Duffin, médica ateia que estudou os arquivos vaticanos e reconheceu curas extraordinárias sem concluir pela verdade do catolicismo.
  • Fecha com o problema do critério e da falseabilidade: Fátima não tem registro astronômico independente, Bernadette relata “Eu sou a Imaculada Conceição” quatro anos depois da definição do dogma e dentro de uma cultura mariana intensa, Zeitoun ocorre em ambiente copta ortodoxo (logo não distingue Roma de suas rivais mais próximas), e Padre Pio obteve ácido carbólico e veratrina; pergunta a Schmid o que contaria como evidência contrária, critica o “caso cumulativo” quando os itens não são independentes, cita Raymond Brown, Joseph Fitzmyer e John Meier como católicos que fizeram crítica histórica sem deixar de crer, e convida Schmid para uma conversa sem emboscada.

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