a tese
Reação de doze minutos de um ateu (canal Modern Atheism) que lamenta a conversão de Schmid como golpe no ateísmo de YouTube, admite não se interessar pelo argumento dos milagres e prefere manter o debate no terreno filosófico, sobretudo no problema lógico da Trindade.
aprofundar
não
Reação pessoal leve, com autopromoção e piadas; o único conteúdo de nota é lembrar que Schmid vem da tradição analítica e foi crítico do teísmo clássico, dado já coberto por fontes melhores do caso.
O que foi dito
- Trata Schmid como um dos mais brilhantes da cena de filosofia da religião (artigos, livros) e diz sentir a conversão como perda, comparando ao impacto reverso que seria Michael Jones (InspiringPhilosophy) abandonar o cristianismo.
- Estranha que Schmid tenha ido parar no catolicismo justamente ele, autor do “argumento da ausência de limites” (aloneness/limitlessness) contra o teísmo clássico e um dos que mais responderam a Trent Horn sobre a existência de Deus.
- Ressalva que ser católico não implica ser teísta clássico, citando Thomas Apologia como católico que argumenta contra o classicismo, e diz que já intuía o teísmo de Schmid pela simpatia dele aos argumentos de harmonia psicofísica e ajuste fino, mas não esperava cristianismo.
- Reafirma seu próprio ateísmo: acha o cristianismo cheio de absurdos (pecado original, Trindade “ilógica”, expiação como injustiça, alegados problemas do texto), e diz que, se cresse em Deus, seria antes um deus deísta ou universalista.
- Sobre milagres: assume desinteresse, pois verificar um caso (o exemplo dado é uma cura intestinal) exigiria ligar para hospital, checar radiografia, trabalho de jornalista e não de filósofo; Fátima e Pio “não são a praia dele”.
- Projeta que o catolicismo de YouTube ganhou um defensor forte e cobra que Schmid, para defender a fé, terá de entrar em temas que pouco tratou (objeções ateias à Bíblia, evidência histórica da ressurreição).
- Fecha manifestando vontade de futuramente debater Schmid sobre o problema lógico da Trindade, apostando que a formação analítica dele pode render uma defesa mais clara que a linguagem escolástico-tomista que o incomoda.