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Refuting Joe Schmid's Case for God, Part 4: Nomological Harmony

a tese

O autor do Modern Atheism (ateu, com formação em engenharia) sustenta que o argumento da harmonia nomológica de Joe Schmid inventa um problema inexistente: leis e objetos não são duas coisas que por sorte combinam, porque as leis são apenas a descrição dos poderes e propriedades das entidades fundamentais. Acusa ainda Schmid de trocar de argumento no meio do caminho, migrando da harmonia nomológica para uma versão fraca do ajuste fino.

aprofundar

talvez

porque o núcleo filosófico (leis como poderes e a distinção entre harmonia nomológica e ajuste fino) interessa ao Bruno e aponta para o artigo de Cutter, mas a execução é caseira, com física por analogia vaga e sem fechar o argumento contra a harmonia de poderes.

O que foi dito

  • Abre com a acusação estrutural que, segundo ele, vale para todos os argumentos de Schmid: pegar duas coisas que estão diretamente conectadas, imaginá-las separadas, calcular quantos pareamentos possíveis seriam inviáveis e concluir que Deus explica a coincidência; o remédio seria estudar melhor a física, não postular Deus.
  • Cita Schmid verbatim: o universo é governado por leis que combinam com seus conteúdos (há corpos massivos e leis sobre corpos massivos, há partículas carregadas e leis que especificam seu comportamento) e as coisas poderiam concebivelmente ter sido de outro modo.
  • Responde com um caso de física aplicada: duas equações aparentemente distintas, uma para objetos pequenos e outra para objetos massivos, são na verdade a mesma lei, com o termo magnético descartado por ser desprezível diante da contribuição da massa no regime de grande massa; a “coincidência” é artefato de simplificação de engenharia.
  • Generaliza a crítica: filósofos que analisam ciências naturais sem formação forte na área cometem esse tipo de erro, e diz não estar fazendo ataque pessoal a Schmid.
  • Declara sua própria posição: a teoria dos poderes (powers view), em que as leis da natureza são descrição das propriedades do espaço-tempo quadridimensional e dos campos quânticos, de modo que ter objetos e leis para esses objetos não é surpresa nenhuma.
  • Alinha-se a James Fodor (grafia incerta, aparece na legenda como “James Fo/Photo”), que defende a mesma leitura das leis como descrições de propriedades numa série de lives de resposta a Schmid.
  • Reproduz a contra-objeção de Schmid: a teoria dos poderes só empurra o problema para uma “harmonia de poderes”, pois seria fortuito que as propriedades poderosas das condições iniciais se alinhem de modo a induzir evolução temporal, sendo concebível um universo natimorto em que nenhuma condição de estímulo se cumpre.
  • Reage dizendo que isso é outro argumento, não o original, e invoca o artigo de Brian Cutter e coautor (não nomeado no vídeo), que reconhece que a teoria dos poderes fica livre dos problemas das alternativas (brutalismo, Hume, Armstrong), embora lhe reste explicar por que o universo não é natimorto: partículas do tipo X com poder de interagir só com Y precisam que Y exista e esteja por perto.
  • Recusa o passo probabilístico: mesmo concedendo infinitas maneiras de o universo ficar inerte, há também infinitas maneiras de ele evoluir, e Schmid não prova que os estados “entediantes” sejam mais prováveis que os interessantes; a priori isso vira um argumento de ajuste fino fraco, ponto em que Fodor observa que imaginar um modelo padrão sem bósons e sem mediação de força é apenas ajuste fino das leis da natureza sob outro nome.
  • Ataca a formulação de Matthew Adelstein (na legenda “Matthew Addles”) retomada por Schmid, segundo a qual é surpreendente que bósons tenham poder de interagir com férmions e não com partículas inexistentes: ele duvida que “ter a propriedade de interagir com o que não existe” seja sequer coerente.
  • Fecha com um experimento mental próprio: postula os “schmions”, coisas concretas que não interagem com nada nem produzem efeito algum, e pergunta se faz sentido dizer que existem neste mundo, já que a marca do concreto ante o abstrato é justamente ter poder causal; compara com um fantasma solitário que pensa mas jamais interage, e conclui que ele talvez exista, mas não neste mundo.
  • Anuncia live conjunta com Fodor em 27 de setembro sobre a harmonia psicofísica e recomenda a série longa dele.

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