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Refuting Joe Schmid's Case for God, Part 6: Beauty

a tese

O canal ateu Modern Atheism sustenta que o argumento da beleza de Joe Schmid falha porque a simetria "mundos feios são mais prováveis a priori" não se estabelece, e porque a beleza é subjetiva e explicável como subproduto evolutivo de um cérebro complexo. Logo, segundo ele, a beleza do mundo não é evidência que favoreça o teísmo sobre o naturalismo.

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A objeção condicional ("dado que há vida, complexidade já está dada, logo o argumento colapsa no ajuste fino") é o único ponto com mordida filosófica real e merece atenção de quem acompanha o caso Schmid; o resto é intuição informal, sem literatura, com a tese da subjetividade da beleza apoiada em enquete de internet e digressão longa sobre mulher bonita.

O que foi dito

  • O autor resume a tese de Schmid: o mundo está saturado de beleza, e há um número absurdo de modos concebíveis em que o mundo natural poderia ter pouca ou nenhuma beleza, o que torna a beleza inesperada sob o naturalismo.
  • Ele responde com um espelho probabilístico: também é possível imaginar infinitos mundos belos (estrelas de cores variadas, céu que muda de cor por região, rochas de pedras preciosas), de modo que apenas apontar infinitos mundos feios não produz assimetria alguma.
  • Reconhece que Schmid tem um lance a mais: mundos privados de beleza tendem a ser mais simples, e o simples seria intrinsecamente mais provável. O autor concede que mundos simples provavelmente são mais feios, e mostra pares de imagens em que a versão mais complexa é julgada mais bela.
  • O contra-argumento central é condicional: dado que há vida, o mundo já está obrigado a ter certo grau de complexidade, porque o próprio argumento do ajuste fino, usado pelos teístas, pressupõe que vida exige estruturas complexas. Portanto não se pode supor um mundo simples; se o teísta insistir nisso, migrou para o ajuste fino e abandonou o argumento da beleza.
  • Acrescenta uma objeção sobre o espaço de probabilidade, atribuída a James Fodor (grafia incerta) numa discussão anterior sobre harmonia psicofísica: mesmo que cada estado de coisas simples seja individualmente mais provável, se os mundos complexos forem muito mais numerosos eles podem ocupar mais do espaço de probabilidade.
  • Defende que a beleza é subjetiva, ou ao menos altamente subjetiva, e usa como ilustração a pergunta sobre a mulher mais bonita do mundo e uma enquete popular em que nenhuma resposta obtém maioria clara; se é subjetiva, as formas de vida de um mundo “feio” poderiam achá-lo belo, e a pretensão de beleza objetiva do argumento cai.
  • Passa à segunda parte do argumento de Schmid, a experiência estética: a evolução não garantia produzir seres capazes de apreciar beleza, e criaturas sem sentido estético poderiam ter evoluído.
  • Concede, para efeito de argumento, que não há vantagem de sobrevivência no sentido estético e propõe que ele seja subproduto de um cérebro complexo, como o humor ou o prazer com ficção; objeta que, se fosse outra faculdade no lugar da estética, Schmid rodaria o mesmo argumento sobre ela, o que torna a escolha do alvo arbitrária.
  • Oferece ainda uma história evolutiva positiva: beleza vinculada a sistemas de reconhecimento de padrões, mecanismos de recompensa, seleção sexual e preferência por ambientes vantajosos, com a correlação de que achamos belo o que foi biologicamente benéfico (terra fértil, água, vegetação, frutos, o rosto humano, o nu feminino como motivo recorrente na história da arte).
  • Rejeita a apelação de Schmid à beleza das demonstrações matemáticas (a prova da infinitude dos primos) alegando que as verdades matemáticas são necessárias e Deus não poderia tê-las feito diferentes, de modo que não há design aí.
  • Responde à citação de Paul Draper (na legenda, “Paul Darer”), segundo quem o construído pelo homem em geral não é belo: contrapõe cidades noturnas, arquitetura medieval e ruínas romanas, e sugere que o julgamento estético depende de familiaridade e novidade, não de uma beleza objetiva no objeto.

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