a tese
Gavin Ortlund argumenta que o cenário da apologética cristã mudou de fase: o secularismo agressivo do "novo ateísmo" recuou e deu lugar a um campo fragmentado, "pós-secular", em que o apologeta precisa de novas habilidades e de foco renovado em Jesus.
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talvez
Diagnóstico bom e honesto do campo (útil ao Bruno pelo interesse em filosofia da religião e pelo incômodo dele com o exclusivismo), mas é panorama, não exegese; o gancho forte é a leitura de Ortlund sobre milagres e a virada Schmid, que dialoga com o caso monitorado no radar.
O que foi dito
- Abre com o caso de Joe Schmid, com quem debateu o argumento ontológico há menos de dois anos e que agora se converteu ao catolicismo romano e publica vídeos de dez horas sobre milagres católicos, tomando isso como sintoma da virada do campo.
- Primeira tendência (“selva pós-secular”): o declínio cristão no Ocidente se estabilizou (nos EUA, cerca de 60 a 64% se dizem cristãos, os sem religião perto de 30%), mas as pessoas redirecionam o impulso religioso para wellness, fandom, identidade política, sexualidade, tecnologia e até ocultismo, citando o livro “Strange Rites” de Tara Burton.
- Segunda tendência (“câmaras de eco fragmentadas”): não há mais um único roteiro cultural a resistir; hoje as objeções são tão frequentemente de direita (“o cristianismo é masculino o bastante?”) quanto de esquerda, e o apologeta nunca sabe o que vai encontrar.
- Terceira tendência (“epistemologia dos vibes”): expressão que atribui a Trent Horn, descreve como as pessoas creem por identidade, personalidade e momentum, não por evidência; cita o ressurgimento do terraplanismo e o risco de a IA rebaixar ainda mais a leitura e o discernimento.
- Quarta tendência (“guerra de trincheiras intracristã”): as disputas entre tradições cristãs viraram frente de batalha; dá o exemplo de Dinesh D’Souza atacando o calvinismo no X sem entendê-lo, e liga isso ao recuo do ateísmo, que libera energia para os cristãos brigarem entre si.
- Sobre a conversão de Schmid, defende que protestantes podem se alegrar que ele abraçou Cristo, mas podem discordar do catolicismo; admite que precisa estudar mais as alegações de milagres e observa que a evidência de que “algo miraculoso ocorreu” costuma ser mais forte do que a de que isso “portanto vindica Roma”.
- Quinta tendência (“fome espiritual crescente”), que ele apresenta como esperança: as perguntas antigas sobre sentido, pertencimento, transcendência e morte seguem na mesa, e cada desafio atual é também porta aberta para o evangelho.
- Encerra promovendo o próprio livro “Why Christianity Makes Sense” e a estratégia de “ir direto a Jesus” no evangelismo, incluindo o argumento da profecia cumprida.