a tese
Num esquete bem-humorado, Luiz Sayão finge fundar a "Igreja do Monte Sião" cheia de regras arbitrárias para, ao ler os ensinos de Jesus, concluir que legalismo e ritualismo são fuga do essencial: amar a Deus sobre tudo e ao próximo como a si mesmo.
aprofundar
não
É devocional satírico leve, bem executado, sem a densidade exegética ou de hebraico que costuma justificar uma sessão sua com o Sayão.
O que foi dito
- Inventa proibições absurdas (nada de gato, de bola, de chá, dia sagrado na quarta ou quinta) e parafernália sagrada (cálice, óleo de Jerusalém, pastel ungido) para satirizar a religião centrada em rituais, aparência, roupa e cabelo.
- Ao procurar “mandamentos difíceis” na Bíblia, esbarra em textos do Sermão do Monte que o desmontam: reconciliar-se com o irmão antes da oferta (Mateus 5), amar os inimigos e orar pelos perseguidores, não acumular tesouros na terra.
- Continua confrontado por Mateus 6 (não se preocupar com roupa, os lírios e as aves), por Lucas 9 (o menor é o maior, tornar-se como criança) e por Mateus 5:48 (sejam perfeitos como o Pai).
- Mostra que o “novo mandamento” de João 13:34 não é tão novo: amar a Deus e ao próximo já estava em Deuteronômio 6 e Levítico 19, e 1 João 2:7 chama o mandamento do amor de antigo, tido desde o princípio.
- Desiste da igreja: conclui que multiplicar regras rituais e legalistas é jeito de escapar do que Deus de fato quer, o centro em amar a Deus e ao próximo, ancorado na graça e no perdão em Cristo.
- Fecha pedindo ajuda para ser como criança e viver o mandamento do amor, encerrando a sátira com bênção.