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The BEST EVER Cumulative Case for God

a tese

Joe Schmid apresenta o caso cumulativo filosófico que o levou do ateísmo naturalista ao teísmo, estruturado como um argumento bayesiano mestre: o teísmo tem probabilidade intrínseca não muito baixa (por ser simples, não arbitrário, uniforme e coerente) e prediz cerca de uma dúzia de dados independentes muito melhor que o naturalismo, logo é muito provavelmente verdadeiro. Este é o primeiro dos três vídeos da defesa e cobre só a teologia natural, deixando os milagres católicos para os seguintes.

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porque é a peça central do caso Schmid que o Bruno acompanha, oferece o estado da arte da teologia natural analítica (fine-tuning, harmonia psicofísica, conhecimento moral) em forma sistematizada e nomeia a bibliografia inteira que sustenta a conversão, inclusive um livro coletivo ainda inédito.

O que foi dito

  • Ele abre explicando que gravou 25 horas de caso completo e teve de dividir em três vídeos (este, a teologia natural; o segundo, cerca de 11 horas sobre os milagres católicos; o terceiro, sobre explicações alternativas dos milagres e as barreiras dele ao catolicismo), e narra a autobiografia: criação católica devota, crise com a evolução, perda da fé pelo problema do sofrimento animal evolutivo, leitura de Richard Dawkins, Sam Harris, Jeffery Jay Lowder e Paul Draper, e um documento de 456 páginas de objeções escrito no segundo ano do ensino médio.
  • A virada ao agnosticismo veio do canal Worldview Design de Joshua Rasmussen, com quem passou a se corresponder por e-mail em 2018, e do livro “Necessary Existence” de Rasmussen com Alexander Pruss: apresenta a versão simplificada do argumento de contingência (as esferas brilhantes na floresta, o regresso infinito que não dispensa explicação, a analogia do pinguim), o argumento indutivo e antic cético a favor do princípio explicativo, o finitismo causal de Pruss (2018) e o argumento de Robert Koons e Rasmussen sobre dominós pretos e brancos e circularidade explicativa viciosa.
  • O argumento mestre tem três premissas (o teísmo não é muito improvável antes da evidência empírica; prediz os dados muito melhor que o ateísmo; logo é provavelmente verdadeiro pelo teorema de Bayes), e ele revela que essa é a tese central de um livro em coautoria, provisoriamente intitulado “God: An Argument”, com Brian Cutter, Dustin Crummett, Philip Swenson, Matthew Adelstein e Amos Wollen.
  • Para defender a primeira premissa, compara uniformidade espacial contra “mancha anômala” e uniformidade temporal contra falha da indução em 2050, mostra que leis de quadrado inverso vencem expoentes arbitrários por não arbitrariedade, e sustenta que os três atributos omni podem derivar de um atributo unificador (onipotência em Richard Swinburne, perfeição em Pruss e Rasmussen, ou “mente sem limites”), respondendo à objeção de que o naturalismo seria mais simples com os casos do solipsismo e do passado curto (o que importa é a simplicidade dos postulados fundamentais).
  • A bateria de evidências começa com a contingência, passa pela própria existência de leis da natureza (com ataque ao humeanismo por superveniência, circularidade, ceticismo indutivo e coincidência cósmica) e chega à harmonia nomológica de Brian Cutter e Brad Saad, ilustrada pela analogia do livro de regras que precisa casar com as peças do jogo, com respostas às teorias humeana, dos poderes e do governo, e às soluções por ensemble de leis ou de condições iniciais.
  • O fine-tuning recebe o maior espaço e é dividido em quatro tipos: estruturas de leis (ele enumera dezenas de leis fundamentais concebíveis, mais simples que as nossas, que não permitiriam nada interessante), constantes e condições iniciais (Luke Barnes estima menos de 1 em 10^136 para um universo que permita vida, e Philip Goff compara com tirar seis setenta vezes seguidas, 1 em 10^55), fine-tuning para descobribilidade (Robin Collins, com a razão bárions/fótons ajustada para maximizar a radiação cósmica de fundo, na ordem de 1 em um trilhão de trilhões) e fine-tuning a priori (defendido em clipe de Brian Cutter com o exemplo dos autômatos celulares e do Game of Life).
  • Ele responde a 17 objeções ao fine-tuning usando repetidamente a estratégia da “evidência teísta espetacular” (se a objeção funcionasse, condições iniciais soletrando “made by God with love” também não contariam como evidência), incluindo a poça de Douglas Adams, o princípio antrópico, formas alternativas de vida, frequentismo, constantes necessárias (com a analogia da Ilha dos Rochedos de Cutter e Crummett), quem ajustou o ajustador, o problema da medida, o princípio de indiferença (com Michael Huemer), o universo majoritariamente estéril, os “elétrons apaixonados”, o stalking horse de Alex Malpass respondido por Miles Donahue, a psicologia divina, leis mais profundas e o multiverso (rebatido pelo problema dos cérebros de Boltzmann).
  • A segunda grande frente é a sorte psicofísica, em três fatos encadeados: existirem leis psicofísicas (única parte que pressupõe dualismo), a harmonia psiconômica (tema de artigo próprio dele, sobre as leis casarem a consciência com estados físicos que de fato existem) e os bens que envolvem consciência, inspirados no artigo de Cutter e Crummett, com mundos alternativos como o do sabor de morango, a inversão hedônica e as experiências de estática de televisão; ele refuta 8 objeções, dando peso máximo à da seleção natural (a resposta principal de Graham Oppy), que segundo ele pressupõe a harmonia em vez de explicá-la, e ao pan-agencialismo racional de Philip Goff.
  • Seguem quatro evidências menores em extensão mas tratadas como independentes: o não ceticismo (de Pruss, com a analogia dos cinco inuítes na esquina exigindo explicação unificada), o conhecimento moral e a priori (princípio de derrota explanatória a partir dos casos de Dan Korman e Dustin Locke, com Sharon Street, Darwin sobre as abelhas e resposta às saídas de terceiro fator de David Enoch e às constitutivistas), a beleza e a experiência estética (com Pruss sobre as mãos mal pintadas no Monet e uma concessão do ateu Paul Draper) e a experiência religiosa (versão bayesiana e versão de Swinburne pelos princípios da credulidade e do testemunho, com cinco relatos, entre eles o do ex-satanista sul-africano e casos do artigo de Travis Dumsday, e cinco objeções respondidas).
  • No fecho ele trata a evidência ateísta: concede que o mal é evidência contra o teísmo, mas sustenta que mal, ocultamento divino e diversidade religiosa não são probabilisticamente independentes entre si (ao contrário das evidências teístas, que se acumulam), oferece um leque de teodiceias mais um teísmo cético modesto (com a analogia do xadrez em quatro dimensões), e desqualifica as alternativas não naturalistas (axiarquismo, leis teleológicas de Thomas Nagel, hipótese da simulação e deuses limitados, incluindo o deus mau de Stephen Law) por seis problemas típicos, encerrando com a promessa de que a evidência dos milagres é mais forte que tudo isso.

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