a tese
Segundo vídeo da série; Joe Schmid apresenta o que considera evidência "avassaladora" de milagres vindicatórios católicos, isto é, milagres em que Deus autenticaria doutrinas de Roma, tratando-os como prova da Igreja verdadeira.
aprofundar
sim
é a espinha empírica do caso Schmid e o ponto onde a crítica sobre metodologia dos milagres mais morde, casando com o interesse do Bruno em filosofia da religião.
O que foi dito
- Define milagre como evento naturalisticamente inexplicável produzido por Deus e distingue milagre vindicatório (Deus autentica um legado ou revelação divina) de não-vindicatório, respondendo de passagem à crítica de Hume.
- Padre Pio como estigmatista: reduplicação sobrenatural das chagas da Paixão diante de observadores treinados, curas e conhecimento infuso dos pecados de quem o procurava.
- Curas médicas documentadas com raios-X, laudos e depoimentos juramentados, no espírito do caso Barbara Snyder.
- Milagres eucarísticos submetidos a análises laboratoriais cegas, com achado de tecido cardíaco em hóstias.
- Aparições marianas, com destaque para o milagre do sol em Fátima (13/10/1917, entre 30 e 100 mil testemunhas, incluindo o jornalista anticlerical Avelino de Almeida, do jornal O Século) e para Nossa Senhora de Zeitoun.
- Corpos incorruptos como sinal divino, além do Sudário de Turim e da tilma de Guadalupe.
- Argumento central: a distribuição qualitativa e quantitativa dos milagres favoreceria apenas o catolicismo; milagres de outras tradições ou são meras alegações, ou compatíveis com Roma, ou demoníacos, e Deus, sendo providente, não seria limitado por “viés de seleção”.
- Provocação final: os milagres vindicatórios católicos estariam mais bem evidenciados que a própria ressurreição (apoiada em quatro ou cinco fontes antigas de autoria e datação disputadas), de modo que não se poderia aceitar a ressurreição e rejeitar esses milagres.