a tese
Oitava aula da série de William Lane Craig sobre escatologia, dedicada ao propósito da segunda vinda de Cristo; ele arrola quatro finalidades que o retorno cumpre, todas ancoradas em texto bíblico.
aprofundar
não
é exposição catequética introdutória, correta mas panorâmica, sem a discussão filosófica que costuma interessar ao Bruno no Craig; útil só se ele quiser o mapa dos textos escatológicos.
O que foi dito
- Craig abre retomando a aula anterior (a natureza da segunda vinda) e anuncia que agora tratará do porquê da segunda vinda, listando quatro propósitos.
- Primeiro propósito: a segunda vinda completa a obra de redenção iniciada na cruz e na ressurreição; lê 1Coríntios 15:22-28 e 50-57 para mostrar Cristo subjugando todo poder e destruindo a morte, o último inimigo, entregando por fim o Reino ao Pai.
- Frisa que o Reino já está presente entre os que conhecem Cristo, mas só virá em triunfo, destruindo todo inimigo, no retorno; a vitória sobre a morte é a consumação escatológica dessa obra.
- Segundo propósito: a segunda vinda é a ocasião da ressurreição dos mortos; menciona de passagem um estado intermediário entre a morte do corpo e a ressurreição final (a ser tratado depois) e cita João 5:25-29, em que Jesus prevê justos e injustos saindo dos túmulos.
- Terceiro propósito: o juízo de todas as pessoas; encadeia a ressurreição de juízo de João 5 com Mateus 16:27 (o Filho do Homem retribuindo cada um conforme suas obras), 1Coríntios 4:3-5 (Paulo dizendo que só o Senhor julga, trazendo à luz o que está oculto) e Judas 14-15 (a profecia de Enoque sobre o Senhor vindo executar juízo sobre os ímpios).
- Quarto propósito: reunir a Igreja; usa Mateus 24:29-31, com os sinais cósmicos, o sinal do Filho do Homem e os anjos ajuntando os eleitos dos quatro ventos ao som da trombeta.
- Sintetiza que a obra da segunda vinda é multifacetada: completar a redenção, ressuscitar os mortos, julgar todos e reunir a Igreja, que junto com os ressuscitados será conduzida ao Reino de Deus.
- Encerra anunciando o próximo tema, a questão controversa do tempo da segunda vinda, sobre a qual há várias posições.