a tese
Fechando a parte 14 da doutrina das últimas coisas, William Lane Craig argumenta que a segunda vinda de Cristo tem três aplicações práticas: incentivo à vida santa, impulso ao cumprimento da Grande Comissão e fundamento da esperança cristã.
aprofundar
não
São 12 minutos de aplicação devocional-pastoral com exegese mínima, útil como registro do arco de escatologia do Defenders, mas sem a densidade filosófica que costuma justificar o tempo do Bruno, e o próprio Craig reconhece que o ponto controverso (o milênio) ficou para a próxima.
O que foi dito
- Craig abre contrastando o fim do mundo cristão com o apocalipse da escatologia física discutido na aula anterior, onde Adams e Laughlin afirmam que a preparação é tão impossível quanto fútil, enquanto a volta de Cristo é algo para o qual se pode de fato preparar-se.
- Primeira aplicação, a chamada à santidade, ancorada em 2 Pedro 3:11-14: como tudo isso será dissolvido, Pedro pergunta que tipo de pessoas devemos ser em vida de santidade e piedade, aguardando novos céus e nova terra onde habita a justiça.
- Reforça com Romanos 13:11-14 (é hora de despertar do sono, a salvação está mais perto agora do que quando cremos, lançar fora as obras das trevas e vestir a armadura da luz) e com 1 João 3:2-3 (quem tem essa esperança purifica-se como ele é puro).
- Segunda aplicação, o engajamento na Grande Comissão, lida a partir de Mateus 28:19-20, onde o próprio Jesus liga a missão de fazer discípulos de todas as nações ao fato de estar com os seus até a consumação do século, isto é, até a sua volta.
- Acrescenta João 9:4 (“é necessário que façamos as obras daquele que me enviou enquanto é dia, a noite vem quando ninguém pode trabalhar”) para dizer que, seja pela própria morte, seja pela volta de Cristo, há um prazo para o trabalho ministerial.
- Terceira aplicação, a esperança: Tito 2:13 chama a aparição da glória do grande Deus e Salvador Jesus Cristo de “bem-aventurada esperança”, o que para Craig exclui que o cristão pense no fim do mundo com medo ou ansiedade.
- Lê Romanos 8:22-25 sobre o gemido da criação e dos que têm as primícias do Espírito, e interpreta o objeto do gemido como a redenção do corpo, ou seja, a ressurreição escatológica, remetendo ao tesouro em vasos de barro: o espírito regenerado habita um corpo mortal ainda sujeito ao pecado e à morte.
- Fecha com a oração da igreja primitiva em 1 Coríntios 16:22, nota que “maranatha” é transliteração do aramaico “marana tha” (“nosso Senhor, vem”) e observa que esse não era o idioma falado em Corinto, de modo que Paulo está repassando as palavras dos primeiros cristãos de Jerusalém, oração que reaparece em Apocalipse 22:20.
- Encerra admitindo que até aqui não tratou do milênio porque não é área de estudo intenso dele, e promete algumas observações breves sobre o tema na aula seguinte.