a tese
Matheus Fugita (adventista) e o convidado Carlos Alberto reagem ao vídeo em que Joe Schmid anuncia a conversão ao catolicismo, e concentram o espanto no fato de que um filósofo que atacava sistematicamente o teísmo clássico e a simplicidade divina tenha aderido justamente à igreja que dogmatiza a simplicidade absoluta.
aprofundar
talvez
Serve para o Bruno mapear a recepção adventista brasileira do caso Schmid e o incômodo dele com o exclusivismo, mas é reação improvisada, não análise; o material forte está nos vídeos do próprio Schmid e na resposta de Scrivener.
O que foi dito
- Fugita abre suspeitando de trote, porque Schmid costuma postar vídeo de brincadeira todo 1º de abril, mas conclui que o anúncio é sério: “Deus existe, Cristo é Senhor e estabeleceu a Igreja Católica”.
- Reconstroem a trajetória narrada por Schmid: criado católico devoto, perdeu a fé por volta do 10º ano, virou ateu naturalista e voltou ao teísmo depois de topar o canal World of Reason de Joshua Rasmussen (argumentos de contingência de Rasmussen e Alexander Pruss, do livro “Necessary Existence”).
- Detalham os argumentos que reinclinaram Schmid ao teísmo: ajuste fino cosmológico, harmonia psicofísica entre estados mentais e físicos, e conhecimento moral difícil de explicar sob naturalismo; ele passou de ateu a agnóstico e depois a teísta na pós-graduação.
- O núcleo do vídeo de Schmid é o dilúvio de “evidência de milagres”: aparições marianas (igreja copta, Fátima), curas de canonização, estigmas do Padre Pio e milagres eucarísticos, que segundo ele vindicam doutrinas distintivamente católicas.
- Carlos Alberto (o convidado, tomista) diz que os milagres não foram decisivos para ele: entrou pela eclesiologia e pela doutrina de São Tomás, e sustenta que a igreja condena qualquer “simplicidade divina fraca” e só aceita a simplicidade absoluta.
- Fugita, como adventista e médico, aceita que milagres e curas acontecem em várias tradições cristãs mediados pela fé, não só na católica, e relata casos clínicos e missionários próprios; a questão para ele é como Schmid conectará os milagres necessariamente ao catolicismo.
- Comentam um trecho vazado em que Schmid submete intelecto e vontade ao magistério (“se contrariar o magistério, queime, serei o primeiro a comemorar”) e diz que morreria por pessoas LGBT ainda que trate o ato homossexual como pecado; discutem se o trecho é deep fake feito com IA.
- Fecham notando o espanto do meio: dado o livro de Schmid com Daniel Linford contra o teísmo clássico (inércia existencial, colapso modal), esperava-se que virasse deísta ou protestante, não católico romano; levantam ainda suspeita de jogada de marketing (Patreon caro logo após o anúncio), mas Fugita interpreta a conversão como autêntica.