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Catholic Actor. Protestant Director. How Are Disagreements Handled in The Chosen?

a tese

Recorte da conversa de Alex O'Connor com Dallas Jenkins, criador e diretor de The Chosen, sobre como as divergências teológicas entre um diretor protestante e um ator católico (Jonathan Roumie, que faz Jesus) são negociadas na prática do set.

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não

é bastidor de produção audiovisual, não argumento teológico, e o trecho sobre adelphoi fica na superfície; serve como registro sociológico de como a série negocia o mínimo denominador comum entre tradições, e a observação de Jenkins sobre a centralidade católica do sofrimento é a única parte com algum peso.

O que foi dito

  • O’Connor abre pela mecânica de set (o ator que diz ao diretor que seu personagem não falaria assim) e pergunta se isso já aconteceu em bases teológicas, dado que Jenkins tem a palavra final.
  • Jenkins descreve a situação como espectro: Roumie às vezes hesita e consulta seus próprios assessores, mas nunca chegaram ao ponto de recusa, que só viria se algo contradissesse dramaticamente o caráter de Jesus.
  • O caso mais tenso foi a crucificação, na sexta temporada, e não era, na origem, uma questão de doutrina: Jenkins e os corroteiristas escreveram um Jesus que fala na cruz de modo casual, chegando a uma referência bem-humorada a um dos presentes.
  • Roumie disse nunca ter estado tão desconfortável, e o argumento dele era teológico por via oblíqua: o sofrimento é parte da teologia, e afrouxá-lo em tom casual já é violá-la; o consultor católico da produção, o padre David Guffey, levantou a mesma objeção de reverência e acuidade.
  • Jenkins reconhece a assimetria confessional: o sofrimento de Jesus importa aos protestantes, mas é peça central da teologia católica; depois de horas de discussão, cortaram e apararam o material até um ponto confortável para os dois, com Jenkins cedendo em pontos que faria diferente.
  • O’Connor puxa o caso mais duro, os irmãos de Jesus, e observa que há boa razão bíblica para tomá-los como irmãos biológicos, inclusive porque existe palavra distinta para primos; lembra que isso colide com a virgindade perpétua de Maria, que exige um Jesus filho único.
  • Jenkins responde que aprendeu, fazendo a série, que há variedade de ênfases e crenças dentro da própria Igreja Católica (e também entre os mórmons), e que não sabe onde Roumie se posiciona em pontos que não são tratados como dogma.
  • Declara a própria posição: crê que Jesus teve meios-irmãos, filhos de Maria, mas que o assunto não lhe é importante o bastante; decidiu tratá-lo como os evangelhos tratam, mencionando os nomes e deixando o espectador decidir entre primos e irmãos, também porque a vida familiar de Jesus daria uma temporada inteira e um aceno rápido geraria mais perguntas do que responderia.
  • Sobre a recepção transconfessional (mórmons, ortodoxos gregos, judeus messiânicos, judeus ortodoxos, e sucesso em Israel pela ênfase na judaicidade de Jesus), sugere que seu protestantismo é uma vantagem estrutural, por não dever obediência a uma afiliação eclesiástica sob pena de heresia.
  • Responde à crítica de ecumenismo excessivo (“o evangelho deveria ser mais divisivo”) dizendo que foca no que a maioria das tradições aceita, a historicidade e a cultura do relato, e não nas diferenças teológicas que vieram séculos depois.
  • O clipe termina com bloco publicitário longo do patrocinador e chamada para o episódio completo.

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