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ORIENTAÇÃO MARXISTA ESTÁ VIRANDO PÓS-MODERNO!? DANIEL CIDADE E MARCUS BRUZZO DÃO LIKE!

a tese

Trecho de live em que David Ribeiro responde à réplica de Gustavo Machado (canal Orientação Marxista) sobre a crítica genealógica à metafísica, acusando-o de duplo padrão: se a origem histórica de uma questão invalida a metafísica que a responde, o mesmo golpe derruba o marxismo, que Machado poupa.

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não

o argumento de fundo é legítimo e conhecido em metametafísica (o debunking genealógico que não sobrevive à autoaplicação), mas aqui vem em nove minutos de recorte de live, com leitura de chat e vocabulário de rixa entre canais, sem exposição sistemática que compense o tempo.

O que foi dito

  • O alvo é a tese de que as questões metafísicas não são universais, mas respostas a problemas característicos de uma forma particular de organização social, tomadas ilegitimamente como universais.
  • Ribeiro ataca pelo ponto normativo: “ilegítimo” é noção normativa, epistêmica e moral, e exige que se diga o que torna essas questões ilegítimas; sem isso a crítica se apoia num realismo normativo que o próprio Machado nega em outros momentos.
  • Diz que Machado oscila entre antirrealismo normativo epistêmico (o que o aproxima do pós-modernismo) e alegações que só funcionam pressupondo realismo normativo, e insiste que a acusação não é ofensa pessoal, mas apontamento de inconsistência.
  • Registra a defesa de Machado contra a acusação de falácia genética (ele afirma não deduzir a refutação da mera exposição da gênese, apenas mostrar que a metafísica que se pretende universal só faz sentido diante de dilemas particulares) e responde que o fenômeno da semelhança entre particulares não é datado: coisas particulares se assemelham em qualquer época, e a tematização tardia do problema não o torna histórico.
  • Enumera sete pontos de resposta e desenvolve o segundo: o marxismo se atribui posição epistêmica privilegiada, admitindo que toda filosofia é produto histórico exceto, na prática, ele mesmo.
  • Usa contra os comentaristas da live (Samuel Martins, Laura Miller, grafias incertas) a própria defesa deles: se dizem que o capitalismo é o mesmo no que diz respeito às relações sociais que o conformam, então admitem um fenômeno que persiste transhistoricamente e permite a teoria se aplicar, exatamente o estatuto que negam ao problema da semelhança; querem o bolo e comê-lo também.
  • Comenta o conceito de paralaxe trazido por Bertoche (grafia incerta), concedendo que diferentes posições históricas revelam aspectos distintos da realidade e negando ter afirmado que todas as perspectivas sejam equivalentes.
  • Concede que Machado domina marxismo, mas afirma estar mais informado sobre o estado da arte das questões interseccionais em jogo, e avalia a réplica como muito ruim, respondendo de fato só aos exemplos históricos (o material deuterocanônico ligado ao exílio babilônico levantado por Bertoche).

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